A importância do exercício nos mais velhos para contrariar o avanço da idade

Vanessa Santos

Fisiologista do Exercício Clinico e Doutorada em Atividade Física e Saúde Investigadora na Faculdade de Motricidade Humana

Com o avançar da idade a pessoa idosa depara-se com um conjunto de limitações ao nível físico, psicológico e social. Com o processo de envelhecimento, os diferentes sistemas do organismo vão perdendo funcionalidade, havendo por isso uma maior probabilidade de desenvolver condições de saúde adversas. É por isso que é fundamental manter a atividade física.

Um conceito que está intimamente relacionado com o processo de envelhecimento é a fragilidade, uma condição sistémica que se caracteriza por uma acumulação de défices físicos, psicológicos e sociais que tornam a pessoa idosa mais vulnerável. A fragilidade pode ser identificada por perda de peso involuntária, exaustão, fraqueza, diminuição da velocidade da marcha e do equilíbrio, diminuição da atividade física e da autonomia no dia-a-dia.

Esta condição reflete-se na pessoa idosa através de uma maior tendência para desenvolver doenças e limitações geriátricas que interferem na sua independência e na autonomia das suas atividades de vida diária. Os mais velhos com fragilidade têm uma maior predisposição a eventos nefastos como quedas, fraturas e hospitalizações que culminam na maioria das vezes num estado de dependência.

A pessoa idosa com fragilidade depara-se com uma crescente perda das suas capacidades locomotoras que em parte, está associada à perda de massa e tónus muscular, da força e à diminuição do equilíbrio e da resistência. A atividade física e o exercício físico regular têm um papel fundamental na retardação/prevenção da evolução desta condição sistémica.  

Os benefícios do exercício são muitos a nível físico, psicológico e social:

-Promove aumentos dos níveis de força muscular, resistência física e capacidade cardiorespiratória;

-Promove melhorias ao nível do equilíbrio e redução do risco de quedas e consequentes fraturas;

-Promove melhorias ao nível da autonomia e funcionalidade;

-Promove melhorias da flexibilidade e mobilidade;

-Atrasa a evolução da fragilidade;

-Previne doenças cardiovasculares;

-Previne estados depressivos e de isolamento;

-Promove o bem-estar geral;

– Entre muitas outras…

Os programas de exercício físico são fundamentais nesta faixa etária e devem ser estruturados, adaptados e ajustados à condição específica, através do reajuste do volume e intensidade dos exercícios. O exercício físico orientado, estruturado e acompanhado representa uma das melhores estratégias para preservar os níveis de funcionalidade e independência da pessoa idosa com fragilidade.

Exercício de natureza aeróbia devem ser combinados com exercícios de força muscular de natureza funcional, de forma a promover mais ganhos ao nível da autonomia e funcionalidade que os ajudará no seu dia-a-dia.

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