Qual é a origem da famosa “dor de burro”?

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Vá, não se ria. Todos já ouvimos falar da célebre “dor de burro”, aquela moinha chata, na zona abdominal e que acontece a muitos dos que começam a praticar exercício físico. A origem da expressão popular não é conhecida, embora o Ciberdúvidas da Língua Portuguesa sugira que a intenção é atribuir uma ideia de intensidade da dor, como um “dói p’ra burro” ou “dói como burro”.

O que é certo é que oficialmente a chamada “dor de burro” tem um nome mais pomposo. “Dor abdominal transitória relacionada com o exercício” (“Exercise Related Transient Abdoninal Pain”, no original, com a sigla ETAP), e acontece ao fim de alguns minutos em atividades físicas em que o tronco está na vertical, sendo uma dor localizada e mais comuns nas zonas laterais médias do abdómen.

Segundo os especialistas, um em cada cinco participantes de corrida podem sofrer deste problema, embora não haja informação conclusiva sobre as causas do incómodo. A falta de suprimento de sangue para o diafragma, uma perturbação gastrointestinal, a respiração rasa ou a tensão nos ligamentos ao redor do estômago e do fígado são apontadas como algumas das possíveis causas. 

A dor de burro, descrita como uma “facada”, uma “cãibra ou “guinada forte”, é mais forte a seguir às refeições. E o que fazer quando ataca? Parar o exercício, massajar a zona, dobrar o tronco para a frente, obrigando o diafragma a alongar são alguns dos conselhos mais recorrentes.

Portanto, já sabe, se vai correr ou fazer exercício intenso, evite comer nas duas horas antes ou beber sumos de frutas. Se precisa de uma ajuda energética, opte pela banana. Nunca falha. Não se esqueça do aquecimento adequado e gradual.

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