Alimentos, insetos e pólens. Há alergias para todos os gostos

Carolina Jesus

Produtora de conteúdos

O calendário diz que o Dia Internacional de Portadores de Alergias Crónicas foi na passada sexta-feira, dia 3 de dezembro. Mas nós bem sabemos que quem tem alergias tem-nas todos os dias, não precisa de um dia só para si. E cá estamos nós para falar das diferentes alergias e dos seus sintomas.

Só quem as tem é que sabe o inferno que é viver com elas. Ora podemos estar muito bem, como, de um momento para o outro, estarmos agarrados a um pacote de lenços. As alergias são a forma do nosso organismo se defender do ambiente que o rodeia. Esta defesa é considerada “exagerada”, pois o sistema imunitário começa a responder a substâncias inofensivas e suportadas pela maior parte das pessoas.

No entanto, para o nosso corpo, elas são consideradas nocivas, motivando a que o sistema imunitário lute contra estas substâncias, nomeadas de alergénios.

Tipo de Alergénios

Existem diversos tipos de alergénios, como os ambientais, também chamados de “aeroalergénios”. Estes resultam dos pólens, dos ácaros do pós, dos epitélios de animais e de muitas outras causas.

No entanto, não ficamos por aqui. Também existem os alimentares, tais como: a alergia ao leite, ao ovo, ao marisco e a frutos secos, como, por exemplo, o amendoim. Os medicamentos também são um forte alergénio, estando associado aos antibióticos, anti-inflamatórios e outros.

Também estão incluídos os alergénios de contacto, como as alergias aos perfumes e aos parabenos, e também os ocupacionais, que são motivados por substâncias existentes no local de trabalho, como o látex encontrado nas luvas.

Finalmente, existe também a alergia a venenos de insetos e a pesticidas e a herbicidas.

Sintomas mais frequentes das alergias

Os sintomas de alergias podem resultar de diversos fatores. Primeiramente, são motivados pelo tipo de alergia que se tem e pela gravidade da alergia em si.

Dito isto, é preciso analisar cada tipo de alergia, para ter em conta os sintomas que poderão surgir:

Alergias Alimentares

Já aqui referimos alguns dos alimentos que podem provocar alergias. Tal verifica-se pela reação do organismo a proteínas estranhas, contidas nesses produtos. Surgem, predominantemente, na infância, afetando cerca de 5% das crianças, nos países ocidentais. No entanto, também pode surgir na fase na adolescência ou mais tarde, afetando cerca de 3 a 4% dos adultos.

As alergias alimentares são, geralmente, transitórias, ou seja, vão desaparecendo ao longo do tempo. Mas esse fator tem a ver com o tipo de alimento e com a gravidade da alergia.

Os sintomas mais associados às alergias alimentares são:

  • Formigueiro ou comichão na boca;
  • Inflamação da pele e consequente comichão;
  • Inchaço do pescoço, lábios, rosto ou língua;
  • Dor abdominal;
  • Diarreia, enjoos ou vómitos;
  • Rouquidão;
  • Anafilaxia ou reação anafilática, a consequência mais grave.

Alergias respiratórias

A alergia respiratória resulta na entrada dos alergénios nas vias nasais, como o pólen, ácaros, epitélios de animais e outras substâncias.

Os sintomas mais frequentes das alergias respiratórias são:

  • Conjuntivite, que poderá dar comichão nos olhos, lacrimejo e sensação de ardor;
  • Rinite, resultando em comichão nasal, espirros contínuos, obstrução nasal, o chamado “pingo” e sensação de nariz entupido;
  • Asma alérgica, que se transmite por tosse com ou sem expectoração, dificuldade em respirar e pieira.

Alergias na Pele

As alergias na pele são originadas por diversos fatores abrangidos pelos outros tipos de alergia, podendo ser alimentares, a medicamentos ou de contacto.

Deste modo, os principais sintomas são:

  • Dermatite atópica, traduzindo-se no inchaço da pele localizada nas dobras e com frequência em crianças;
  • Urticária, resultando em comichão ou vermelhidão da pele;
  • Angioedema, isto é, inchaço das pálpebras, lábios ou extremidades. Quando se localiza na língua, poderá haver o risco de asfixia;
  • Dermatite de contacto: inchaço da zona da pele que entrou em contacto com o alergénio.

Alergias Sazonais

As alergias também aparecem com frequência, dependendo das estações do ano. O frio pode originar congestões, um inchaço nos olhos e, também, o “pingo” do nariz.

Como se tratam as alergias?

Os anti-histamínicos já fazem parte da vida dos portadores de alergia crónica. Apesar de não curar oficialmente as alergias, é capaz de aliviar os sintomas, assim como outros medicamentos.

Cada tipo de alergia tem o seu próprio método. No caso das alergias respiratórias, um dos tratamentos é a vacina, que permite que o indivíduo esteja muitos anos sem qualquer sintoma.

Para a asma grave, já existem tratamentos de imunoterapia administrados nos hospitais, de forma a melhorar os sintomas. No caso das alergias alimentares, e maioritariamente nas crianças, o alergénio é ingerido em quantidades reduzidas, para que o organismo se habitue. Tal provoca o alívio dos sintomas e a diminuição das consequências graves como a anafilaxia.

No caso das alergias a medicamentos que são essenciais à nossa saúde, como os antibióticos e outros, recorre-se aos chamados “procedimentos de dessensibilização”. Permitem que o indivíduo consiga tomar estes medicamentos, sem ter que optar por semelhantes, mas menos eficazes.

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