Anda a pensar tornar-se vegetariano/a? Não cometa estes erros

Carolina Jesus

Produtora de conteúdos

Deixar a proteína de lado não é uma opção e não nos podemos esquecer dos outros nutrientes. Ser vegetariano não significa, necessariamente, ser saudável e é uma transição difícil para muitas pessoas, provocando alguns erros comuns.

A adoção de uma nova dieta alimentar requer sempre um grande esforço para se cumprir com o objetivo estipulado inicialmente. E a dieta vegetariana e vegan não foge à regra.

Dito isto, é necessário, primeiramente, começar esta nova dieta de uma maneira progressiva, ao invés de repentina. Comece por excluir o que, para si, lhe faz menos sentido e de que gosta menos. Muitas pessoas optam por deixar de comer carnes vermelhas, em primeiro lugar, depois o frango e, finalmente, o peixe.

No entanto, é preciso dizer que não há uma fórmula para se tornar vegetariano, assim como em qualquer outra dieta. Cada corpo é um corpo, por isso adote as estratégias que melhor funcionam para si e, se preferir, consulte um nutricionista, de forma a ter ajuda mais especializada.

Finalmente, é relevante salientar que, em semelhança às outras dietas, as exceções não são falhas. Se sentiu saudades da carne e comeu um bife ao almoço, não quer dizer que errou. Não se sinta restringido a esta dieta.

Deste modo, quais são os cinco erros mais comuns de quem faz a transição para a dieta vegetariana?

Insuficiência de proteína

“Como é que vou substituir a proteína que a carne e o peixe me dão?” é uma das perguntas mais feitas pelos que estão a começar uma dieta vegetariana.

Ser vegetariano não é só comer legumes e a proteína pode ser encontrada em diversos alimentos, tais como: lentilhas, feijões, grão-de-bico, tofu, seitan, tempeh, quinoa, sementes de abóbora, ervilhas e muitos outros.

Há ainda outras opções, como o ovo, o iogurte grego, o queijo e o leite, que acrescentam muita proteína ao nosso corpo. No entanto, e como desenvolvemos de seguida, é preciso ter atenção a estes produtos.

Os hidratos de carbono, como a massa e o pão, por exemplo, também são uma grande fonte de proteína.

Dito isto, há uma grande variedade de receitas para tornar a sua refeição igualmente ou mais proteica do que as costumava fazer, quando consumia produtos de origem animal.

Carência de nutrientes

A transição para uma dieta vegetariana pode ser muito marcada pelo desleixo de alguns nutrientes essenciais à nossa saúde.

Um deles é o ferro, que é um nutriente mais difícil de ser absorvido, quando é proveniente de alimentos de origem vegetal, em relação à carne. No entanto, há estudos que comprovam que os vegetarianos conseguem obter tanto ferro quanto as pessoas que comem produtos de origem animal.

O truque é apostar nos alimentos certos, tais como: leguminosas, sementes, frutos secos, vegetais de folha verde e cereais integrais.

Outro muito importante é a vitamina B12, que, geralmente, só é encontrada nos produtos de origem animal. É, então, necessário apostar nos iogurtes, ovos, queijos, mas também há outras opções, como as bebidas vegetais suplementadas por vitamina B12 e cereais.

Por último, não nos podemos esquecer do cálcio. Pode ser ingerido através dos produtos lácteos referidos acima. No entanto, se tais não forem uma opção, há alternativas vegetais, como o tofu e a couve kale.

Substituição por queijo e hidratos de carbono

Como vimos acima, os produtos lácteos e os hidratos de carbono fornecem diversos nutrientes ao nosso organismo, que ficam em falta quando deixamos de comer carne.

No entanto, não se pode apostar apenas nesses dois ramos alimentares para se alcançar uma dieta completa e saudável. É necessário haver um equilíbrio entre outros produtos mais amigos do seu organismo, pelos seus nutrientes e benefícios, e os lácteos e hidratos de carbono, que poderão ser prejudiciais à sua saúde, em demasia.

Incorpore alguns desses alimentos nas suas receitas, mas opte por fazê-las mais variadas. Produtos não faltam para dar azo à criatividade.

Abuso de comidas processadas

Inicialmente, mudar de estilo de vida alimentar pode ser muito difícil, e experimentar coisas novas está na ciência desta transição. A isso, acrescenta-se a falta tempo ou vontade que algumas pessoas têm para cozinhar.

Deste modo, acabam por cair na tentação de comprar muitos hambúrgueres congelados, salsichas, produtos com sabor semelhante ao da carne e outras comidas processadas.

Ainda que possam ter as quantidades de proteína equivalentes às da carne, não se tornam uma solução saudável a longo prazo. Não precisa de deixar de comprar produtos processados ou comida pré-feita, mas tente variar com refeições feitas em casa e com outros alimentos repletos de nutrientes.

Refeições improvisadas

Quer saber o melhor truque para evitar qualquer um dos erros referidos acima? Planear com antecedência.

Mude o que tem na cozinha e inclua, na sua lista de supermercado, alimentos versáteis e com muitos nutrientes, ótimos para diversas receitas. Pode acrescentar, também, comida pré-feita, que, embora se deva evitar, dá jeito para refeições rápidas.

Depois, planeie as refeições de toda a semana, de forma a conseguir obter o número ideal de nutrientes em cada uma delas. Se for inconveniente para si, ponha a mão na massa e cozinhe para a semana inteira, de forma a ter menos trabalho nos dias mais cansativos e que podem dar azo a desleixos menos saudáveis.

Tente novas receitas da internet ou aventure-se pelos sabores vegetarianos. Desta forma, poderá divertir-se na cozinha, ao mesmo tempo que controla o que come diariamente.

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