Comida de hospital: Mais legumes por dia, um doce por semana e enchidos… só em dia de festa

Carolina Jesus

Produtora de conteúdos

A DGS lançou um manual de dietas hospitalares, para garantir a riqueza e variedade de alimentos que são servidos aos pacientes. A dieta geral inclui refeições intercaladas entre carne e peixe e uma sobremesa doce por semana, mas o café e o álcool ficam de fora.

A Direção Geral de Saúde (DGS) delineou um Manual de Dietas Hospitalares, “que pretende apresentar e uniformizar as dietas utilizadas nestas instituições pelos profissionais de saúde”. Dito isto, há um regime alimentar para cada dieta específica, desenhadas para várias idades, quadros clínicos e/ou opções  alimentares.

Antes da apresentação deste manual, as dietas eram estipuladas pelo próprio hospital, definindo ”a nomenclatura utilizada, tipologia de dietas, composição das refeições e respetivas quantidades utilizadas”, o que “tinha implicações nos custos e gestão dos processos”, como refere o comunicado da DGS, citado pelo Observador.

A dieta mais comum é a geral, que é destinada a “doentes que apresentam um diagnóstico ou situação clínica que não requerem necessidades nutricionais e alimentares específicas”. É baseada na alternância entre carne e peixe, excluindo, no entanto, as carnes processadas e os produtos de charcutaria, só permitidos em dias de festa e se se verificar uma “autorização por parte do Serviço de Nutrição”.

Outro componente presente em quase todas as dietas são os legumes, que devem ser comidos, pelo menos, uma vez por dia, assim como a fruta. Para terminar, é permitido o consumo de uma sobremesa doce, uma vez por semana, podendo ser aletria, tapioca, gelatina ou fruta em calda.

As bebidas alcoólicas, o café e outras bebidas estimulantes estão fora de questão e a ingestão de laticínios é restrita a duas porções diárias. No caso da água, a história é diferente e é recomendada a ingestão de 1,5 litros de água por dia, a não ser que haja alguma “restrição ou reforço de fluídos”.

Os fritos são permitidos, mas só uma por semana, pelo que os pratos estufados, assados com pouca gordura, cozidos e grelhados devem ser uma prioridade, por serem “métodos de confeção que requerem uma menor adição de gordura”.

Para além deste tipo de dieta, surgem ainda a pediátrica, a opção individual, dedicada aos ovolactovegetarianos e vegetarianos, a terapêutica e muitas outras, de forma a incluir as necessidades alimentares de cada doente, algo que a DGS indica como um impacto à sua recuperação, “nomeadamente na redução do tempo de internamento e das complicações durante o período de internamento”.

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