Trinta minutos que valem por horas

Conceicao B

Aluna da Casa Fit

Conceição B. é aluna do PT Luís Gonçalo Martins na Casa Fit. Vai ao estúdio privado treinar duas vezes por semana, para ajudar no seu processo de perda de peso. No final de cada aula faz um balanço escrito de como correu, de como se sentiu, dos “novos” músculos que começou a viver no seu corpo. Continuamos hoje e publicar o seu diário.

A foto é meramente ilustrativa e não representa a autora do texto

Dia 5 – 1 de fevereiro de 2022

Desci os dois andares de minha casa, quase com a destreza que pedem os meus 47 anos. Cheguei para treinar com o sol a pôr-se nas minhas costas. E vi que o meu professorinho sádico q.b. me aguardava na porta. Exagero, eu sei. Ele apenas quer o meu bem, nem que isso me custe.

Como sempre, o início serve para tirar dúvidas e é como uma reunião de condóminos das várias partes de que é composta esta minha casa. Casa esta em que as partes me tornam um todo. Mas por vezes há uns que reclamam. Dores. Outros exigem uma substituição de alicerces, mas pintura… ainda nada. O mais importante é funcionar e ser robusto para aguentar de pé.

Depois vem a lavagem de cara com água de rosas. Aqueles 30min valem por horas. Quem diz que meia hora não chega é porque não sabe o que é um verdadeiro exercício. Este tempo é suportável porque a conversa distrai. Nunca sinto que estou acomodada a um exercício.

Conforta-me o facto de saber que tenho as mãos do meu PT quando o rabo me está a pesar, e as coxas quase em chamas, a aguentar que nem uma valente aquele banco que não existe. Só pensava… “Vou de rabo ao chão. De certeza. Só queria ter algo onde me agarrar para aliviar um pouco. Mas não, não tenho.”

Palavras de força e de alguém que acredita que consigo. E aquelas mãos que me puxaram para a retidão de ser o que quero ser. Questionar como estava o meu joelho, que avisei ter lesionado levemente 2/3 dias antes, demonstra a preocupação e o foco na adequação do plano a mim.

O humor também faz parte daquele momento de compromisso para comigo e para com ele, e alimenta. Já sei que se disser ao senhor doutor das sovas e que estou dorida, ele vai dizer que, por isso mesmo, voltamos à carga. É como levar uma estalada e dizer que doeu, e quem deu, dá outra para a primeira não doer. E não é que é verdade?

Quando saí da minha casa da sova, olhei o céu e ainda podia vislumbrar o laranja do pôr do sol, que desceu abaixo do nosso nível de visão. Senti naquele momento que a minha face tinha a cor e o calor daquele morno céu. Até amanhã.

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