Dicas seguras para comer melhor nos restaurantes e… em casa

APDP - Associação Protetora dos Diabéticos de Portugal

Comer é essencial para a sobrevivência, mas, convenhamos, é também um ato de prazer, de convívio e de cultura. A tradição portuguesa é feita à mesa, entre amigos. Grandes conversas, grandes memórias, grandes amores. Mas é preciso ser disciplinado, quando o assunto é perder peso e controlar o valor da glicemia. Comer melhor é importante para todos… mas mais ainda para quem é diabético e/ou tem excesso de peso.

Dicas para comer em restaurantes

Há uma frase que se usa com frequência, mas que parte de um pressuposto errado: “Não posso ter cuidado com a alimentação, porque almoço fora de casa.”

Na realidade, com algumas estratégias de defesa, consegue-se ter algum cuidado. Ninguém é obrigado a ingerir tudo o que lhe colocam à frente. Como a melhor maneira de resistir a alguns alimentos é não os ter na mesa. Quando faz o pedido já poderá estar a utilizar a sua inteligência nutricional. Eis algumas dicas.

Não é obrigatório consumir as entradas. Se o prato inclui batata frita, pode pedir para substituir por arroz ou batata cozida e salada ou legumes. Quando as refeições são ricas em enchidos, pode pedir que a travessa traga só uma ou duas rodelas, menos carnes gordas e mais carnes magras (durante o resto do dia, deve evitar o mais possível outros alimentos ricos em gordura e em sal). Se optar por um grelhado, mas se o que é-lhe apresentado é uma peça de peixe ou carne quase carbonizada com uma camada de sal na superfície, lembre-se que não é obrigado a aceitar essa refeição. Ninguém tem que ficar ofendido se o cliente rejeitar algo que não pediu. Muitas vezes não há grande vantagem em começar a refeição com sopa, especialmente se esta tiver muita batata, muito sal e pouca hortaliça. Se a dose for demasiado grande, poderá levar o restante para casa. Não se deixe tentar pelos menus grandes em determinados restaurantes, mesmo que alguém lhe relembre pacientemente as “vantagens” de pagar menos e comer mais. Pagar um pouco mais para ingerir muito mais açúcar, gordura e sal não é um bom negócio para a saúde.

Dicas para comer em casa

Para quê procurar na farmácia as vitaminas, as fibras, ou o omega-3 que pode encontrar nas refeições em sua casa? É em casa que pode ter os ingredientes mais saudáveis, gerir a quantidade e a qualidade da gordura que utiliza para a confeção, assim como a quantidade de sal. Pode ter a certeza que é o local onde obtém a melhor relação preço-qualidade das refeições.

Utilize mais vezes as leguminosas (grão, feijão, ervilhas, favas, soja em grão), ricas em hidratos de carbono de absorção lenta, em proteínas, fibras e isentas de gordura, ou faça refeições com soja texturizada. Dado a riqueza destes alimentos em proteínas de origem vegetal, poderá dispensar parte da carne ou peixe. Assim obtém refeições mais equilibradas e também mais económicas.

Em casa procure ter sempre saladas, legumes ou sopa feita. Uma sopa com pouca batata é ótima para preceder o prato principal, ou caso lhe apeteça, uma refeição mais ligeira de pão com queijo magro.

Por outro lado, uma sopa de grão ou feijão com hortaliça poderá até substituir um jantar mais leve.

Não se deixe tentar pelas refeições pré-confecionadas. Podem poupar algum trabalho na cozinha, mas não poupam a sua saúde, já que são exageradamente ricas em sal e gordura na maior parte das vezes.

Quando há um doce como sobremesa, reduza a quantidade de hidratos de carbono e de gordura dessa refeição e aumente os vegetais. Assim, consegue que o total de calorias da refeição não aumente demasiado.

Se tem algum problema de saúde, ou se tem familiares com problemas de saúde, lembre-se que as refeições podem ser iguais para todos. Veja isso como uma excelente oportunidade de toda a família começar a fazer refeições mais saudáveis e a investir na saúde futura, reduzindo o aporte de sal ou açúcar, a quantidade de gorduras, eliminando os refrigerantes à refeição, assegurando hidratos de carbono de boa qualidade e aumentando os legumes e as saladas. Lembre-se que excessos alimentares continuados são prejudiciais também para as pessoas mais saudáveis do mundo.

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Este texto é um excerto do artigo “Inteligência nutricional”, da autoria de Margarida Barradas, nutricionista da APDP – Associação Protetora dos Diabéticos de Portugal, publicado na edição 65 Revista Diabetes – Viver em Equilíbrio

Este artigo foi publicado no âmbito da parceria editorial entre o site Escolher Viver e a APDP

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