Dói-lhe o ombro? Fique a saber que é a segunda causa de consulta ortopédica

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Costuma ter dores no ombro? Saiba que não está sozinho/a. Essa é a segunda causa que leva mais pacientes às consultas de ortopedia. Se tem o seu ombro sempre “empenado”, leia este texto que conta com a colaboração do serviço de Ortopedia do Hospital Cruz Vermelha.

O ombro “é a articulação mais móvel do corpo humano, sustentada e estabilizada apenas por músculos, ligamentos e tendões, o que a tornam mais vulnerável a sobrecargas e movimentos repetitivos, cada vez mais frequentes no nosso dia a dia”. Ainda de acordo com o ortopedista Pedro Pimentão “as consultas de patologia do ombro são as segundas mais frequentes” em Ortopedia, logo a seguir às de patologia da coluna.

A consequência da sobrecarga do ombro “é sobretudo a dor, que pode levar a uma limitação muito acentuada da articulação por incapacidade de a movimentar. As lesões mais frequentes, e por ordem progressiva de tempo de duração de sintomas, são as bursites, tendinites(cálcicas ou não) e finalmente a rotura do tendão ou tendões”.

Estas entidades clínicas “são por vezes difíceis de destrinçar apenas pelo exame clínico, tendo também a dor no ombro, como característica “infeliz”, o condão de agravar na posição de deitado, o que impede o sono tranquilo”.

De acordo com o especialista do Hospital Cruz Vermelha, num diagnóstico de bursite ou tendinite, “o tratamento habitual contempla três modalidades: medicação, fisioterapia e infiltração com corticoide (em avaliação ainda o uso de fatores plaquetários de crescimento). Qualquer deles pode resolver o quadro. A escolha depende da avaliação médica e da aderência informada do doente. No caso de rotura tendinosa, a solução cirúrgica tem que ser equacionada”.

Na farmácia, perante as queixas de um utente, o especialista refere que “o farmacêutico pode aconselhar um medicamento anti-inflamatório sistémico ou local, e orientar o doente de imediato para uma consulta de Patologia do Ombro, integrada na Ortopedia. A dor, quando não cede com medicação e se deixa prolongar, pode levar a limitação grave da mobilidade articular, pelo que uma avaliação especializada e o tratamento adequado são fundamentais para impedir um quadro de capsulite adesiva, também conhecido como “ombro congelado”.

Este artigo foi publicado no âmbito da parceria editorial entre o Hospital Cruz Vermelha e o site Escolher Viver

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