Dor ciática não é só para os mais velhos. Causas, sintomas e como evitar

Diana Rosa

Jornalista

Não, não é coisa de velho, ao contrário do que muito boa gente pensa. A dor ciática é mais frequente que imagina em adultos em idade ativa. A forma de a evitar? Bem, é a receita de sempre: melhor alimentação, melhor postura, menos peso e menos sedentarismo já ajudam.

A dor ciática é daqueles sintomas incómodos e incapacitantes que ninguém quer ter. É quase como uma sensação de queimadura que vai dos glúteos até ao pé. E porquê toda esta extensão? Porque o nervo ciático é o maior que temos no nosso corpo. Quando este nervo está inflamado, podemos nem nos conseguir sentar ou fazer outro tipo de movimentos básicos do dia a dia. Este sintoma costuma aparecer mais frequentemente após os 30 anos, por isso desengane-se quem acha que só os pais e os avós é que sofrem deste mal. Na verdade, a origem desta situação está em vários fatores que vão muito para além da idade. A dor ciática tem tratamento, mas é mesmo importante que o faça adequadamente, caso contrário poderá tornar-se crónica e ninguém quer ter de lidar com ela toda uma vida.

Quais as causas desta dor?

Normalmente aparece em consequência da compressão do nervo ciático, por ação de hérnias discais, fratura pélvica, espondilolistese, lesões várias, artroses ou síndrome do músculo periforme (localizado na nádega). Por sua vez, estas situações ocorrem devido a fatores determinantes que, para além da idade, são o sedentarismo (na sequência da ocupação profissional ou da falta de exercício), a obesidade, e diabetes.

Sintomas frequentes

Os sintomas podem começar por ser ligeiros ou aparecerem de forma repentina e incapacitante, tendendo a agravar se não forem tratados. Entre eles:

  • Dor no fundo das costas que irradia para uma das pernas podendo chegar até ao pé
  • Sensação de formigueiro/dormência na perna afetada
  • Fraqueza numa das pernas
  • Sensação de choque elétrico ou queimadura no glúteo ou na parte posterior da coxa
  • Dor intensa que se agrava ao sentar-se, tossir ou espirrar

Procure um médico assim que possível sempre que se identifique com os sintomas aqui descritos e inicie o seu tratamento.

E como se trata?

Para diagnosticar este quadro inflamatório com mais precisão, o seu médico irá pedir-lhe que faça alguns movimentos com a perna afetada e depois com a perna saudável, seguidos de um raio-x ou outros exames de imagiologia complementares, como TAC ou ressonância magnética, para avaliar o estado da sua coluna.

A forma mais convencional de tratar os sintomas é através de analgésicos e anti-inflamatórios, pomadas e eventualmente fisioterapia. Normalmente o repouso é prescrito, assim como evitar atividades que provoquem dor. Mas alguns especialistas acreditam que repouso absoluto não é o ideal. Em casos mais graves ou crónicos, poderá recorrer-se à cirurgia do nervo, sendo que atualmente existem técnicas pouco invasivas e de rápida recuperação, que muitas vezes podem tornar-se mais eficazes e benéficas do que a toma continuada de medicamentos.

Existem outros tratamentos complementares, como a acupuntura e reflexologia para o alívio da dor, assim como a osteopatia.

A falta de tratamento desta situação pode levar a lesão permanente nos nervos, fraqueza na perna afetada, perda de sensibilidade e neuropatia.

Como se alimentar durante a recuperação

Como sabemos, a alimentação tem sempre um papel fundamental em todas as situações, e esta não é exceção. A alimentação regrada deve ser uma constante, mas quando está a meio de um processo inflamatório é importante que se foque mais ainda nos alimentos que contrariam essa tendência. Alimentos como salmão, alho, cebola, abacate, linhaça, sementes de sésamo, gengibre ou chia são boas ajudas. Contrariamente, deve evitar o consumo de carnes vermelhas ou processadas como salsichas, bacon e todo o tipo de enchidos.

Mais importante de tudo: Como prevenir a inflamação do nervo ciático?

Há processos difíceis de evitar, como o caso da deformação da coluna ou de alterações degenerativas dos discos vertebrais, mas há maneiras de reduzir as probabilidades, protegendo a coluna e assim evitar o aparecimento de hérnias discais. Fazemos aqui uma lista:

  • Evite estar muito tempo na mesma posição. No caso de passar muitas horas sentado, faça uma pausa de 30 em 30 minutos (no máximo) e levante-se, ande um pouco e faça alongamentos.
  • Esqueça o sedentarismo. Adira às caminhadas diariamente, experimente umas sessões de pilates ou hidroginástica para fortalecer e alongar os músculos.
  • Procure ter uma postura correta inclusivamente quando está sentado. Utilize uma almofada lombar para melhor sustentação da coluna.
  • Faça uma alimentação regrada e evite ter excesso de peso.
  • Ao pegar em pesos, utilize a força das pernas e não curve as costas para levantar o que tem nas mãos.

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