Dor no peito: o que pode ser? É importante ter atenção mas sem alarmismo

Escolher Viver

A era da globalização aproximou-nos de tudo. Mas bem sabemos como, muitas vezes, o Dr. Google não nos dá informação certa, credível e de confiança. E quando o assunto é saúde, é bem termos em atenção os sinais do nosso corpo mas sem entrar em alarmismos. Mais do que nunca, a informação de confiança é fundamental. Por isso, o Escolher Vivem tem uma parceria editorial com o Hospital Cruz Vermelha, cujo Heart Center é um serviço de excelência de cardiologia em Portugal.

A dor no peito, chamada precordialgia, pode variar e ir desde um ardor a um desconforto semelhante a um peso no centro do peito. É importante saber que a nossa cavidade torácica alberga estruturas anatómicas muito importantes. Não só o coração e as grandes artérias que dele emergem que podem provocar dor. O esófago, como importante parte do aparelho digestivo, a traqueia, como parte crucial do aparelho respiratório, a coluna vertebral e as suas raízes nervosas, além de toda a estrutura óssea e articulações presentes na nossa caixa torácica, podem muito frequentemente provocar dor ou desconforto no peito.

Essa dor é uma sensação complexa, muitas vezes difícil de diagnosticar com exatidão, porque tem diferentes intensidades e ramificações. Esta sensação pode ser de intensidade variável, limitante e pode atenuar ou até aliviar com o repouso, a ingestão de alimentos ou a própria respiração.

As 6 causas

Uma das causas mais frequentes está relacionada com a estrutura óssea e articular. São dores pouco específicas, confundidas com “picadas”, e que aumentam ou estão relacionadas com os movimentos normais dos braços, a respiração profunda, etc.

Por outro lado, problemas digestivos, como refluxo ácido ou espasmos do esófago, podem dar queixas muito semelhantes a dores de origem cardíaca.

As infeções das vias respiratórias, como pneumonias e bronquites, também são causa frequente de dor no peito, e, muitas vezes, confundidas com outro tipo de dores.

Dentro das doenças cardíacas, o enfarte de miocárdio é a mais aflitiva, e a dor tem características próprias: uma sensação de peso ou ardor no centro do peito, que poderá irradiar ou não para os braços, pescoço ou costas é sempre preocupante. A inflamação da membrana que envolve o coração, chamada pericárdio, pode inflamar-se igualmente, dando origem a uma pericardite. Esta inflamação também gera dor no peito, embora com características diferentes.

Por último, e não menos importante, a ansiedade. O transtorno ansioso, cada vez mais frequente na sociedade, pode ser uma causa de dor no peito, cansaço, esgotamento, e imitar os sintomas de doenças graves, como as cardíacas.


Como diferenciar as dores?

É muito difícil e pouco recomendável fazer o diagnóstico em casa ou por nossa conta. Diferenciar quando uma dor pode ser originada por uma doença grave ou não deve ser uma tarefa feita sempre por uma equipa médica com os meios de diagnóstico adequados para isso. Recomendamos sempre que a pessoa seja vista numa consulta, perante a presença de uma dor torácica ou dor no peito.

Como saber se a situação é perigosa?

Sempre que se associa a outros sintomas, como vómitos, suor frio, alterações nos batimentos cardíacos (sejam muito altos ou muito baixos), tonturas, perda de equilíbrio, irradiação ao braço esquerdo, costas ou pescoço, dificuldade respiratória, e verificarmos que a dor aumenta quando andamos e diminui se repousamos – são sinais que merecem uma observação detalhada e urgente.

Como se trata?

Depende da causa, obviamente. O tratamento mais eficaz é sempre uma boa prevenção e um diagnóstico rápido e atempado. Fazermos check-ups regularmente, conhecermos bem o nosso estado de saúde, saber exatamente qual é o nível de exercício que podemos realizar em segurança, controlar os fatores de risco para as doenças são, sem dúvida, as medidas mais efetivas para garantir que, em qualquer situação inesperada, temos a melhor resposta.

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