É possível tratar as varizes sem recorrer à operação?

Hospital Cruz Vermelha

As varizes, além de um problema estético, constituem também um problema clínico. E se é sobretudo no verão, quando usam menos roupa, que mulheres e homens sentem os constrangimentos da doença que afeta uma grande parte dos portugueses, isso não significa que o assunto não seja importante todo o ano. Neste texto, Filipe Veloso Gomes, Médico Radiologista do Hospital Cruz Vermelha, com diferenciação em Radiologia de Intervenção, aborda o tratamento das varizes. Preste atenção!

As varizes afetam 50% de todas as pessoas com mais de 50 anos e entre 15% a 20% de todos os adultos, sendo que a frequência está aumentada nas mulheres após a primeira gravidez e, particularmente, após múltiplas gravidezes.

As novas técnicas de tratamento de varizes permitem a adequação do tratamento à situação clínica de cada doente, sem recurso a cirurgia e o outono/inverno é o melhor momento avançar com o tratamento.

A Radiologia de Intervenção é uma especialidade médica que oferece múltiplos tratamentos guiados por técnicas de imagem. No caso das varizes, as técnicas endovasculares são disso um bom exemplo: há hoje alternativas seguras e minimamente invasivas relativamente às cirurgias clássicas, permitindo o restabelecimento mais rápido e menos doloroso do paciente, após o tratamento.

As diferentes técnicas são realizadas em ambulatório e permitem que o paciente possa retomar de imediato a sua vida normal, o que não acontecia com a cirurgia clássica de varizes. As três técnicas são: a termoablação, que utiliza calor; a ablação mecânico-química, que utiliza um cateter que lesa a parede interna da veia em conjunto com um agente esclerosante, e o encerramento adesivo, que utiliza uma cola desenvolvida para este fim. Cada pessoa é uma pessoa, e a decisão do melhor tratamento é sua, em conjunto com o seu médico.

Apesar de terem tratamento, e cada vez menos doloroso, o ideal mesmo é evitar as varizes. Saiba que há formas de melhorar a saúde das suas pernas. Leia ou releia este texto que o Escolher Viver já lhe apresentou há uns meses.

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