Escolher Viver cria secção dedicada a quem se alimenta à base de vegetais

Escolher Viver

Neste site há espaço para todos os que procuram viver com mais saúde. E quem opta por uma alimentação sem proteína animal também merece estar representado neste espaço. Na Via Verde, vamos ter informação útil para “veggies” e, claro, receitas apetecíveis para todos.

São cerca de 800 mil portugueses, dizem as estimativas legitimadas por estudos. Oitocentos mil portugueses que decidiram adotar uma dieta maioritariamente à base de vegetais. Dizemos maioritariamente porque, de acordo com os estudos efetuados, a esmagadora maior parte destes 800 mil portugueses são flexitarianos, um termo relativamente recente que junta todos aqueles que, não tendo cortado completamente com a carne, passaram a alimentar-se maioritariamente com produção vegetal.

Um grande estudo realizado em Portugal pela consultora Lantern prova que o consumo está a crescer. Os números do “The Green Revolution” (2019) apontam para 7.4% ou 628 mil flexitarianos, o que representa a grande maioria dos consumidores veggie portugueses. Os vegetarianos seriam 0.9% ou 76 mil, enquanto que os veganos representam 0.7% da população ou 60 mil portugueses, ou seja, um total de 1,6% vegetarianos ou veganos. Mas afinal o que distingue uns dos outros? 

Os vegetarianos são aqueles que não consomem nem carne nem peixe, mas não dizem não a todos os produtos de origem animal. Por exemplo, consome leite e seus derivados, ovos, mel, gelatina, entre outros. Já os vegans, não consomem qualquer produto de origem animal, sejam eles produtos alimentares ou de outra natureza, como vestuário, calçado ou cosméticos. Já os flexitarianos, já o dissemos, são aqueles que adotam uma postura mais flexível: querem reduzir o consumo de carne, mas não fecham a porta a ela. Ainda assim, fazem dos vegetais a sua dieta maioritária.

Todos estes – vegetarianos, vegans e flexitarianos – constituem a comunidade “veggie”. Em Portugal encontram-se representados em todas as faixas etárias, mas é entre os mais jovens (18-24 anos) que nos deparamos com um maior número de veganos e de vegetarianos. As mulheres também parecem ter aderido mais do que os homens a esta tendência, representando 63% do total da população veggie portuguesa. Segundo o estudo, atualmente 1 em cada 9 mulheres portuguesas é “veggie”.

Os dados do II Grande Inquérito da Sustentabilidade em Portugal, realizado pelo Instituto de Ciências Sociais, confirmam que são as mulheres, mais do que os homens, que manifestam disposição para esta mudança de hábitos. Também os inquiridos com nível de escolaridade elevado (ensino superior) e os residentes em áreas metropolitanas são os mais propensos a reduzir ou eliminar o consumo de carne, garante a Associação Vegetariana Portuguesa.

Mercado em crescimento rápido

Um estudo realizado pela AC Nielsen para o Centro Vegetariano realizado no ano 2017 demonstrou que o número de vegetarianos em Portugal quadruplicou em apenas dez anos (entre 2007 e 2017). O crescimento, acompanhado pelos que estão na transição (os tais flexitarianos de que já lhe falámos…) justificam o crescimento do mercado no que toca à oferta alimentar neste segmento.

Nos últimos meses têm sido muitos os novos produtos lançados nas cadeiras de hipermercados, nas companhias de fast food ou até no crescimento de restaurantes “verdes”. Vai longo o tempo da ideia (errada, já agora…) de que ser vegetariano era comer alface e saladas. E ainda mais longe a ideia (também falsa…) de que uma dieta à base de proteína vegetal é nutricionalmente desequilibrada.

É a pensar neste mercado crescente, feito por pessoas que conscientemente estão a mudar os seus hábitos alimentares, que o Escolher Viver decidiu criar uma secção do seu site destinada aos “veggies”. Neste espaço do site, a que chamámos Via Verde, vão ser publicadas notícias úteis para todos. “Este é um site sobre saúde e alimentação e, portanto, vamos manter-nos fiéis a essas áreas. No Escolher Viver não cabem discussões sobre a causa animal. São discussões muito interessantes, seguramente legítimas, mas este não é o fórum certo para elas. Este é um espaço de saúde. E se falamos sobre o colesterol das carnes vermelhas, sobre o ómega 3 do peixe, ou do menor índice de gorduras saturadas das carnes brancas, porque não falar sobre os benefícios da ingestão de vegetais ou da capacidade energética das leguminosas?”, questiona o diretor do site Escolher Viver.

Nuno Azinheira, que come carne e peixe, embora tenha vindo a reduzir nos últimos anos “o consumo de carnes vermelhas” e aumentado a ingestão de vegetais, sublinha que nesta nova secção “os leitores vão encontrar receitas, dicas úteis, e informação interessante para quem partilha desta dieta: novos restaurantes, novos lançamentos do mercado alimentar, novos estudos de saúde”, entre outras novidades.

Focado na caminhada de saúde e a lutar contra a obesidade que tem desde criança (perdeu 27 quilos no ano passado), Nuno Azinheira deixa claro o seu desejo. “Quando lancei este projeto, em setembro de 2021, disse que não queria torná-lo um site para obesos e diabéticos como eu. Sublinhei que era um site para todos os que se preocupavam com a sua saúde, melhorando a sua alimentação e praticando exercício físico. E temos provado esses objetivos com conteúdos variados e úteis, cuja qualidade e importância são validadas e reconhecidas pelos parceiros institucionais (Associação Protectora dos Diabéticos de Portugal e Hospital Cruz Vermelha), empresariais (Casa Fit) ou particulares (mais de 30 médicos e profissionais de saúde a colaborar) que têm trabalhado comigo e connosco”, sublinha o diretor.

Com a Via Verde, o objetivo é o mesmo. “Sem radicalismo, apenas pela partilha de experiências e de dicas úteis e saudáveis. Não queremos dividir, queremos reunir. E, por isso, tenho lançado desafios a vários influencers, nutricionistas e outros ‘veggies’, que se vão juntar ao Escolher Viver. Estamos sempre de braços abertos para acolher quem vier por bem e quiser acrescentar”, conclui Nuno Azinheira.

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