“Faço tudo bem feito, mas não consigo emagrecer. O que estará a falhar?”

Izabelli Pincelli

Produtora de Conteúdos

As dietas, a atividade física, o consumo de alimentos light constante… Já se perguntou por que faz de tudo e não consegue emagrecer? Os motivos podem não ser tão óbvios quanto imagina. Mas não se preocupe! Nós ajudamo-lo!

Emagrecer pode ser mais fácil para alguns e mais difícil para outros. Na maioria dos casos, culpamos a genética, e é verdade que esta, juntamente com o nosso metabolismo e outros fatores, afeta o emagrecimento.

Porém, há algumas exceções. Nem sempre a dificuldade em emagrecer está relacionada com os fatores referidos. Os hábitos – ou a falta deles – também pesam quando o assunto é a perda de peso.

Diariamente, no mundo em que vivemos, deparamo-nos com publicações relacionadas com o emagrecimento. É fácil acreditar no que está online, principalmente quando os resultados são mostrados através de fotografias e vídeos. Contudo, nem sempre demonstram a realidade.

Os hábitos de uns podem ser diferentes dos de outros, assim como as dificuldades enfrentadas. Já demos algumas dicas no passado e agora trazemos mais algumas que podem complementar a ajuda em descobrir o que pode estar a bloquear as suas necessidades:

Ter em mente que os produtos ‘light’ ou ‘diet’ são mais saudáveis

Quando vamos às compras, achamos que os produtos rotulados ‘light’ ou ‘diet’ são os mais ideais para auxiliar o emagrecimento, especialmente por levarem estes nomes e por serem mais caros.

Porém, podem não ser a melhor escolha. Isso deve-se ao facto de que estes são considerados ultraprocessados, isto é, apresentam uma redução de determinado ingrediente. Na maioria das vezes, reduzem os valores de gorduras e aumentam a quantidade de hidratos de carbono. Essa característica faz com que esses alimentos fiquem poucos atraentes e sem gosto. Por causa disso, sentimos a necessidade de misturá-los com outros ingredientes para suprir essa falta.

O seu consumo excessivo pode acabar por igualar o consumo dos produtos normais, acabando por ser um vilão, ao invés de um herói. Por isso, pode ser mais aconselhado consumir os produtos normais e diminuir a sua quantidade, além de se focar em produtos naturais, como frutas e hortaliças, até porque, também são mais acessíveis e garantem resultados mais saudáveis.

Saltar o pequeno-almoço

Já ouvimos diversas vezes que o pequeno-almoço é considerada a refeição mais importante do dia. Essa fama deve-se ao facto de que é a partir dele que repomos as energias que gastámos a dormir durante a noite. Quando o saltamos, o nosso organismo vê-se obrigado a queimar menos gorduras para, assim, pouparmos energia.

Deixar a balança falar por si só  

Muitas vezes, relacionamos a “perda de peso” com o “emagrecimento”. Porém, nem sempre os dois significam a mesma coisa. Enquanto que a perda de peso se relaciona com a redução da massa corporal, o emagrecimento traduz-se pela redução da quantidade de gordura no nosso organismo.

Portanto, não se preocupe se os números na balança não mudam mesmo com todo o esforço que faz. Às vezes, os números estáticos ou diferentes que obtém ao longo do dia podem estar relacionados com outros aspetos, como o consumo de álcool, a menstruação, a prisão de ventre e tudo o que pode auxiliar a retenção de líquidos e, consequentemente, o inchaço.

Não se importar com o emocional

A nossa mente está diretamente ligada ao resto do nosso corpo e, devido a isso, o equilíbrio entre ambos é a chave principal para a maioria dos desafios físicos e mentais que enfrentamos.

O stress e a ansiedade em excesso auxiliam na produção de uma hormona nomeada de cortisol. Esta é produzida pelas glândulas suprarrenais, localizadas acima dos rins, e, quando apresenta níveis elevados, é responsável pela acumulação de gordura no organismo. Quando isso ocorre, o metabolismo torna-se mais lento e, consequentemente, dificulta o emagrecimento.

O stress, a ansiedade e a depressão são também gatilhos para a chamada ‘fome emocional’, isto é, a tendência de comer mais em resposta a emoções negativas ou desconfortáveis, como forma de alívio.

Além disso, a fixação num corpo “ideal”, muitas vezes relacionado a corpos magros e musculados que vemos nas redes sociais, também pode ser um empecilho emocional. Emagrecer não se restringe a isso, mas sim à redução de gordura no organismo. Portanto, as comparações não são ideais e devem ser deixadas de lado.

Ignorar os sinais de fome 

Sabe quando escuta aquele ronco na barriga ou quando o cansaço começa a bater? Esse é o modo que o nosso sistema digestivo chama a atenção do nosso cérebro, avisando que é hora de comer.

Quando estamos no processo de emagrecimento, às vezes achamos que quando deixamos de comer, emagrecemos mais rápido, porém, a chave está no consumir o suficiente e prestar atenção às nossas necessidades.

Por outro lado, saber identificar esses momentos também auxilia no fator oposto, o consumo excessivo. É importante saber saborear cada refeição com calma, para assim, a ingestão de energia e nutrientes ser processada corretamente assim como a fome e a saciedade, serem facilmente distinguidas pelo nosso corpo.

Comer em excesso antes de dormir

A ingestão excessiva de alimentos e fazer refeições pesadas próximas da hora de dormir alteram significativamente o nosso sistema digestivo. O nosso organismo não relaxa e acaba por incentivar a produção de hormonas do stress, além de também alterar o ritmo do nosso corpo.

Além disso, também pode ser uma causa para a obesidade, devido ao facto de que, ao comer muito tarde, a queima de gorduras que, como já referido anteriormente, ocorre durante a noite, é inibida.

É importante respeitar os horários do nosso corpo e as suas devidas necessidades.

Não sentir prazer quando come

Quando falamos em emagrecer e na perda de peso, pensamos logo nas refeições pouco saborosas e atraentes. Mas tenha calma que não é bem assim!

É possível comermos o que gostamos e adequar, quando necessário, as refeições com mais gorduras à nova realidade. O grande segredo é adotar também novos hábitos na mesa e saber saborear as refeições com calma e, assim, darmos uma maior sensação de saciedade ao nosso organismo.

Seguir dietas restritivas sem equilíbrio

As dietas detox, low carb, glúten-free, de proteínas, paleolíticas e os jejuns estão, cada vez mais, entre aqueles que querem perder peso mais rapidamente. Embora estas possam ajudar a fazer com que os números da balança diminuam, não apresentam, necessariamente, uma redução de gordura. Além disso, podem trazer muitos malefícios à saúde.

A cultura das dietas restritivas é cada vez maior, sendo mais comum durante o verão. O grande problema é que, na maioria dos casos, estas garantem um efeito apenas temporário, fazendo com que as pessoas que as adotem voltem a ganhar peso. Isso é explicado pelo facto de que, quanto mais restringimos o que comemos, mais o nosso organismo e o nosso cérebro trabalharão para repor a carência alimentar, fazendo com que fiquemos com mais fome e com mais frequência.

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