Fazer exercício com máscara? Não é boa ideia, porque reduz tolerância ao esforço

Nuno Azinheira

Diretor do Escolher Viver

O uso de máscara durante o exercício contínuo, moderado a intenso, como andar de bicicleta na rua, prejudica a ventilação, reduz o consumo de oxigénio e encurta em 10% a tolerância de esforço até à exaustão, segundo um estudo agora divulgado.

O trabalho, desenvolvido por uma equipa de investigadores da Faculdade de Motricidade Humana da Universidade de Lisboa, a que a Lusa teve acesso, concluiu que os efeitos negativos são “particularmente pronunciados” no exercício de maior intensidade.

“O uso de máscara cirúrgica é particularmente perturbadora no exercício severo, é menos perturbadora no exercício moderado e não afeta a fisiologia que foi quantificada em termos de repouso. Além de (…) encurtar aquilo que é a tolerância individual para a exaustão, verifica-se uma redução substancial no consumo de oxigénio e que esta redução se associa principalmente a uma redução ventilatória provocada pela máscara”, explicou à Lusa o coordenador do estudo, Gonçalo Vilhena de Mendonça.

Segundo a investigação, nem a frequência cardíaca nem o quociente de trocas respiratórias foram afetados pelo uso de máscaras.

“Esta diminuição da capacidade física – os tais 10% de menor tolerância ao esforço – está mais relacionada com a perturbação da máscara do ponto de vista ventilatório e não tanto do ponto de vista cardíaco ou metabólico”, acrescentou.

Com Agência Lusa

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