Gastrite: quando a cabeça não tem juízo… a barriga é que paga

Diana Rosa

Jornalista

Dores de estômago, ardor, azia… cada vez que come alguma coisa, fica aflito. Já lhe aconteceu? Hoje vamos falar de gastrite, essa malvada que (podendo ser crónica ou não) é uma verdadeira dor de cabeça – ou de estômago – por assim dizer.

A gastrite pode ser mais ou menos grave, mas a verdade é que não deve ser ignorada, e por vezes leva mesmo a patologias mais sérias, como úlceras, atrofia gástrica, ou mesmo cancro.

Esta doença é uma inflamação na mucosa do estômago provocada por hábitos de alimentação pouco saudáveis, assim como stress, uso prolongado de anti-inflamatórios ou álcool, e até mesmo a presença da bactéria H. Pylori.

A gastrite pode acontecer de forma súbita, quando se trata de uma crise aguda. Mas quando se torna um problema crónico, os sintomas evoluem gradualmente e pode até ter períodos em que está assintomático.

Se desconfia que algum destes casos pode ser o seu, fique atento aos sintomas e, de preferência, consulte um médico assim que possível. Vamos conhecer melhor esta doença.

Quais os principais tipos de gastrite que existem?

  • Gastrite nervosa – muito frequente nos dias de hoje, este tipo de gastrite surge quando está sujeito a elevados níveis de stress ou ansiedade.
  • Gastrite erosiva – quando é  causada por agentes externos como vírus ou bactérias, desenvolvendo úlceras que se juntam à inflamação das paredes do estômago.
  • Gastrite crónica – é aquela que se vai desenvolvendo gradualmente e permanece ao longo do tempo.
  • Gastrite Aguda – quando aparece de repente, após a ingestão de algum alimento que entrou em conflito com o pH do estômago, ou por lesão súbita.

Sintomas

  • Náuseas e vómitos
  • Má digestão e abdómen inchado após as refeições
  • Dor de estômago
  • Ardor
  • Sensação de enfartamento frequente
  • Sensação de fraqueza, pouco tempo depois da refeição
  • Mal estar geral

Diagnóstico

Para apurar se sofre de gastrite, poderá ser-lhe pedida uma análise sanguínea, principalmente se houver suspeita de anemia, uma vez que esta doença pode estar relacionada com esta inflamação no estômago. Mas o exame mais habitual para detetar a gastrite é mesmo a endoscopia, que consiste na utilização de uma sonda que desce até ao estômago através do esófago, que pode ser inserido pela boca ou pelo nariz. Existe ainda a possibilidade de, durante o exame, ser recolhida uma amostra da mucosa para análise.

Uma outra forma, não tão habitual, é através do exame de fezes, para verificar se existe sangramento.

Tratamento

A melhor forma de iniciar o tratamento é combater, não tanto a consequências, mas as causas que levaram a que chegasse ao estágio de gastrite. Ainda assim, é comum que uma das medidas passe por tomar protetores gástricos, juntamente com uma estratégia de reequilíbrio do pH do estômago. Não se automedique: uma gastrite mal curada pode revelar-se um problema sério para resolver no futuro.

Como prevenir

Os conselhos relacionados com a gastrite, de uma forma genérica, são os mesmos que dizem respeito a todas as doenças. Fazer uma alimentação equilibrada é essencial, assim como a prática de exercício físico, o consumo limitado de bebidas álcoolicas e até mesmo tabaco.

Mas há dicas específicas que pode adotar para precenir esta doença.

Em situações agudas, há alimentos que o vão ajudar, como frutos vermelhos, alho, cebola, sumo de cenoura ou vegetais verdes.

Para prevenir, deve seguir os seguintes princípios:

  • Fazer, pelo menos, três refeições por dia
  • Evitar o consumo frequente de álcool, alimentos picantes, gorduras, café e condimentos ácidos.
  • Comer devagar e mastigar bem os alimentos
  • Não ingerir alimentos ou bebidas demasiado quentes
  • Beber muita água, pelo menos 1,5l por dia

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