Gordura é formosura? Não, não é. São muitas as doenças associadas à obesidade

Rodrigo Oliveira

Coordenador da Unidade de Cirurgia Bariátrica e Doença Metabólica do Hospital Cruz Vermelha

É um ditado antigo do tempo das nossas avós. “Gordura é formosura”, dizia-se, a propósito dos quilinhos a mais e das formas roliças. Mas esse é apenas o início da história. Esses quilos a mais e essas formas roliças podem, se não forem devidamente acompanhadas, gerar obesidade, ou mesmo obesidade mórbida. E associada a elas vêm sempre outras doenças. Nunca é de mais falar delas. Não adie a decisão de perder peso. No Hospital Cruz Vermelha estamos prontos a ajudar.

A obesidade é um dos mais importantes fatores de risco para o desenvolvimento de diversas doenças. Entre várias destaca-se a diabetes tipo II, que apresenta o maior risco de ser desenvolvida em pacientes que sofrem desta patologia. A diabetes afeta até 90% dos pacientes com índice de massa corporal acima de 35Kg/m2. A morte por complicações diabéticas nos pacientes obesos é quatro vezes superior aos pacientes não obesos. Por sua vez, os adultos que sofrem de obesidade têm até 70% de hipóteses de desenvolver outras doenças como:

Cancro

Existem estudos científicos que comprovam o aumento de doenças oncológicas em pacientes obesos. Os números apontam para um risco de desenvolvimento na ordem dos 40%. Os cancros mais comuns são: os ginecológicos (mama, ovário e colo uterino), da próstata e do trato gastro-intestinal.

Doença Coronária

A doença coronária aguda é responsável pelo maior número de mortes a nível mundial. Por cada 10% de aumento do peso corporal, há um acréscimo de 20% no desenvolvimento de doença coronária, além do aumento do colesterol.

Hipertensão arterial

Na hipertensão arterial, a prevalência em pacientes obesos é 6 vezes mais frequente e expõe ao risco de desenvolvimento de acidentes vasculares cerebrais, doenças isquémicas periféricas e insuficiências renais. Por cada aumento de 10% da gordura corporal, há aumento de 6mmHg da pressão arterial sistólica.

Apneia do sono

 A obesidade é o principal fator de risco para o desenvolvimento da Síndrome da Apneia Obstrutiva do Sono (SAOS). Uma patologia a ter em atenção, uma vez que incrementa a sonolência diurna, reduzindo a capacidade de raciocínio e avaliação. Na origem desta patologia estão os colapsos intermitentes das vias respiratórias superiores por um tempo superior a 10 segundos durante a noite, dando origem a pequenos “despertares” e desequilíbrios nos níveis de oxigénio no sangue.

Este conteúdo foi produzido no âmbito da parceria entre o site Escolher Viver e o Hospital Cruz Vermelha

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