Já acordou? E será que dormiu o número de horas suficientes esta noite?

Carolina Jesus

Produtora de conteúdos

A frase “sonhar acordado” remete-nos para ambições. Contudo, quando esta se torna demasiado literal, pode querer dizer que há problemas de sono associados. Será que está a dormir a quantidade certa para a sua idade? Não é esse o único fator que importa e perceba o porquê.

Desde pequenos que somos aconselhados a dormir um determinado número de horas, de acordo com a nossa idade e, claro, a nossa atividade. À medida que vamos crescendo, essas necessidades vão mudando. Um adulto com mais de 65 anos, por exemplo, tem uma menor necessidade de horas de sono do que um jovem em idade escolar.

A Fundação do Sono, nos EUA, citada pela revista Visão Saúde, fez uma lista de o determinado número de horas que uma pessoa deve dormir, consoante a sua idade e excluindo outros aspetos a ter em consideração, como a atividade física e a saúde geral de cada indivíduo.

  • Recém-nascidos: entre 14 e 17 horas;
  • Bebés (quatro a 11 meses): 12 a 15 horas;
  • Crianças (um a dois anos): 11 a 14 horas;
  • Crianças (três a cinco anos): dez a 13 horas;
  • Crianças e pré-adolescentes: nove a 11 horas;
  • Adolescentes: oito a 10 horas;
  • Adultos: sete a nove horas;
  • Adultos com mais de 65 anos: sete a oito horas.

Outro fator muito importante para garantir a qualidade do sono é o seu horário.

O relógio biológico, que, em termos científicos, corresponde ao ritmo circadiano, varia de pessoa para pessoa e surge nas primeiras 10 a 12 semanas de vida, que é quando o nosso sono começa a concordar com o horário noturno. Dito isto, quando há quebras desta limitação horária, como dormir até mais tarde ao fim-de-semana, “provoca uma desorganização no cérebro quando é preciso retomar ao horário de segunda-feira”, como explica a Visão Saúde.

Kelly Murray, treinadora americana de sono para adultos, ainda segundo a mesma fonte, explica as razões. “Esse ‘jet lag social’ ocorre porque os níveis de cortisol e melatonina estão dessincronizados com a programação de fim de semana. Quando acordamos, a exposição à luz desencadeia a libertação de cortisol (a hormona de alerta) e com o passar do dia, os níveis de cortisol diminuem à medida a que o corpo liberta melatonina (a hormona do sono), cerca de 12 a 14 horas após o surto inicial de cortisol.”

É, por isso, muito importante ter uma boa noite de sono e regularizar os horários em que se vai dormir. Tal pode evitar vários problemas de saúde, como:

  • Ansiedade;
  • Insónias;
  • Sonolência diurna excessiva;
  • Depressão;
  • Níveis de desempenho mais baixo;
  • Maior propensão para acidentes;
  • Diabetes;
  • Obesidade.

“Quais os bons hábitos a adotar, para ter um relógio biológico saudável?”, pergunta. E nós respondemos-lhe.

  • Ter horários regulares para dormir e acordar;
  • Evitar adormecer com a televisão, computador ou gadgets ligados;
  • Não consumir bebidas alcoólicas ou substâncias estimulantes após as 16 horas;
  • Tentar a exposição de luz solar, durante o dia;
  • Não contrariar a necessidade de dormir;
  • Se possível, fazer uma pequena sesta após o almoço.

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