Meia colher de azeite por dia ajuda a viver mais

Izabelli Pincelli

Produtora de Conteúdos

Já deve conhecer algumas das vantagens do azeite para o nosso coração e intestino. Mas já ouviu falar do seu mais recente benefício? Meia colher por dia deste ouro líquido pode ajudar a viver mais. Nós explicamos-lhe porquê! 

Um estudo que durou 28 anos finalmente chegou ao fim. Ao longo de quase três décadas, os dados de mais de 60 mil mulheres e cerca de 32 mil homens foram analisados com o intuito de observar os impactos do azeite no nosso organismo. 

Este óleo alimentar, rico em propriedades anti-inflamatórias, é o resultado da transformação do fruto da oliveira, a azeitona. O que o torna tão saudável face a outros óleos alimentares é o facto da sua extração não ser feita através de métodos químicos, sendo assim produzido através de meios naturais. 

O estudo concluiu que o consumo diário de mais de sete gramas de azeite (ou meia colher de sopa) é responsável por prevenir tanto a morte prematura, quanto a causada por doenças cardiovasculares, neurodegenerativas e pelo cancro. No início do estudo, nenhum dos participantes tinha histórico das enfermidades referidas e, a cada quatro anos, completavam um questionário sobre o seu estado de saúde. 

Durante a pesquisa, promovida por pesquisadores da Harvard T.H. Chan School of Public Health e publicado no Journal of the American College of Cardiology, ocorreram 36.856 óbitos.   

Quando comparados aos que raramente ou nunca consumiam o azeite, foi concluído que, entre aqueles que consumiam acima das sete gramas por dia (em saladas, pratos prontos e para assar ou fritar alimentos), o risco de mortalidade diminuiu em 29% por doenças neurodegenerativas; 19% por doenças cardiovasculares; 18% por doenças respiratórias e 17% por cancro. 

Além disso, a substituição de 10g de margarina, manteiga, maionese ou gorduras lácteas, pela mesma quantidade de azeite, apresentou entre 8% e 34% de menor risco de mortalidade total e por doenças específicas, já referidas no parágrafo anterior.

Um estudo publicado em 2006 já havia partilhado os efeitos benéficos do ácido oleico, uma gordura monoinsaturada responsável por 78% do teor total do azeite, em genes ligados ao cancro.

Já as suas elevadas concentrações de antioxidantes, em especial os compostos fenólicos, e de ácidos gordos insaturados, são responsáveis por outros inúmeros benefícios. Entre eles, está a prevenção das doenças cardiovasculares e o controlo do LDL, popularmente conhecido como “mau” colesterol. Este, graças aos compostos fenólicos, não é oxidado.

Qual azeite devo consumir?

O azeite virgem-extra é considerado o mais saudável, devido ao seu modo de preparação. É o produto da primeira transformação da azeitona. Por causa disso, está na sua forma mais natural, apresentando uma maior concentração de benefícios, em especial, os antioxidantes.

Por ser um importante ingrediente na cozinha portuguesa, e tendo em conta que Portugal é um dos principais produtores deste alimento, opte pelo azeite biológico e nacional. Além de ter a certeza de que não há presença de composto químicos, também estará a apoiar a economia e produção nacional.  

Já quando o utilizar na cozinha, lembre-se de não ultrapassar as duas colheres de sopa por dia. Esta é a quantidade diária ideal e o seu excesso pode trazer problemas à nossa saúde. Além disso, apesar de duas propriedades sobreviverem a altas temperaturas, quando possível, opte sempre por adicioná-lo no fim das preparações. 

Mas não pense que o azeite sozinho faz milagre! Apesar de ter sido apelidado como “ouro líquido” pelos mediterrâneos, é importante equilibrar o seu consumo diário com uma dieta saudável e rica em nutrientes, proteínas e vitaminas que também promovam o bem-estar.

Outras histórias que vai querer ler

Leave a Reply

O seu endereço de email não será publicado.