Não se esqueça de tomar nota: 5 dicas para cuidar da sua memória

Diana Rosa

Jornalista

A memória, essa capacidade que temos de armazenar lembranças e registar acontecimentos, dos mais básicos aos mais importantes, é imprescindível para que sejamos seres completos e para que tenhamos uma vida funcional. No entanto, vivemos na incerteza de algum dia podermos ficar sem ela. É uma situação imprevisível, de facto. Mas na dúvida de podermos vir a sofrer ou não desse mal, mais vale cuidar dela e preservá-la enquanto é tempo.

A descoberta de doenças que afetam a memória, ou que a apagam na totalidade, trouxe este tema à superfície e atualmente discutem-se várias estratégias e remédios promissores para que ela se mantenha sã e salva.

A memória é influenciada por vários fatores que, conjugados entre si, conseguem garantir que ela funcione plenamente. Ainda assim, existem doenças que, por muito que estas estratégias sejam aplicadas, podem vir inevitavelmente bater à porta, como é o caso do Alzheimer. E o leitor pergunta:

– Qual é então o interesse que tenho em aplicar estas estratégias se não tenho 100% de garantia que estou livre de sofrer algum problema de memória?

Precisamente por não sabermos se podemos vir a ser alvo de uma doença neurodegenerativa que afete o nosso cérebro, o ideal é cuidar muito bem dele e prevenir o melhor possível o aparecimento dos sintomas. Mesmo não tendo total controlo sobre o futuro, cabe-nos garantir que temos alguns hábitos específicos para zelar pela nossa cabeça.

E que dicas são estas que nos permitem ter uma memória mais saudável, melhor foco e concentração?

Descanso

É absolutamente fundamental para o funcionamento de todos os órgãos no nosso corpo, e o cérebro não é exceção. É durante o sono que a maior parte dos eventos que se passaram no nosso dia se transformam em memórias. Por isso, quanto mais recuperador for o período de sono, mais armazenamento estamos a criar para retermos tudo o que nos acontece. Este é o motivo pelo qual os alunos, antes de um teste ou de um exame, não devem ficar a fazer noitadas a estudar, mas sim ter uma boa noite de sono. No entanto, este descanso significa mais do que dormir as 7 ou 8 horas por noite que habitualmente são aconselhadas. Significa também que tenha o chamado descanso ativo. Ou seja, tirar tempo para fazer algo de que goste, que lhe permita desligar do stress e que lhe dê prazer, sem que isso signifique obrigatoriamente um repouso físico.

Alimentação

A alimentação, como sabemos, tem um papel preponderante para qualquer função corporal, assumindo também um lugar de destaque para o bom funcionamento cerebral, e consequentemente para a preservação da memória. Por isso, é mais fácil mantê-la sã, se dermos ao nosso cérebro um combustível de boa qualidade.

Comer alimentos ricos em ómega-3 é uma boa aposta. Peixes como salmão, cavala e atum, ovos, nozes, amêndoas, tomate ou abacate, são apenas alguns dos alimentos que deve privilegiar para o bom funcionamento da sua memória. Escusado será dizer que deve evitar vícios como tabaco, álcool ou outras substâncias que afetam a parte neurológica.

Exercício físico

O exercício tem várias funções importantes no nosso organismo, e uma delas é ativar a circulação, melhorando a função cardiovascular, permitindo que o sangue seja bombeado para o cérebro em maior fluxo, assim como a oxigenação das células. A atividade física aumenta ainda o crescimento dos neurónios que fortalecem as conexões do hipocampo, a região cerebral responsável pela memória. Estima-se que pessoas que fazem exercício com regularidade tenham 38% menos hipóteses de desenvolver doenças cognitivas comparativamente a indivíduos sedentários. Atualmente, há um número infindável de exercícios de maior ou menor intensidade que poderá adotar e fazer um treino à sua medida. Consulte o nosso separador de exercício físico, conheça os benefícios de várias atividades e como pode praticá-las.

Estimulação cognitiva

Para fortalecermos os músculos do nosso corpo, sabemos que temos de fazer exercício. Para tornar o nosso cérebro mais forte, necessitamos de estimulá-lo com novas aprendizagens. A nossa memória também é um músculo que quanto mais for trabalhado mais forte será. Leia, faça palavras cruzadas, cursos, workshops, atividades que desenvolvam a sua criatividade e que o desafiem na resolução de problemas. Aprenda coisas novas para que o seu cérebro se desenvolva, e vai acabar por obter outro tipo de ganhos colaterais como aumento de autoestima e de realização pessoal. Não tenha medo de puxar pela cabeça e mantenha-a ativa! Quando começar a sentir que as atividades às quais se propõe se tornam demasiado fáceis e não exigem grande esforço de raciocínio para serem resolvidas, está na hora de apostar em atividades mais exigentes e que coloquem as suas capacidades à prova.

Faça uma autoavaliação

Olhe para dentro de si e esteja atento ao seu funcionamento cerebral. Ninguém tem melhor consciência do que se passa na nossa cabeça do que nós próprios. Por isso, vá avaliando como estão as suas capacidades e se tem vindo a sentir melhoras ou, pelo contrário, se tem vindo a piorar. Sempre que considere necessário, o melhor é mesmo procurar a ajuda de um profissional que o ajude a detetar eventuais problemas, que podem ser temporários devido a eventos específicos ou, por outro lado, crónicos.

Cuide da sua saúde mental porque afinal de contas, mente sã, corpo são!

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