Nata animal ou Nata vegetal? Deixe-se de preconceitos e veja a diferença

Diana Rosa

Jornalista

As natas são uma presença habitual à mesa dos portugueses. São, mas não deviam ser. Pelo menos, com a frequência que aparecem a aguçar-nos o pecado da gula. Seja em gelados ou em bolos, seja numa taça de morangos ou num simples café. Pois vai bem com o bacalhau, com uma pasta ou com um strogonoff. Só não vai bem com a saúde, porque, na maior parte dos casos, tem níveis de gordura muito elevados. E que tal a nata vegetal? Não franza já o nariz. Leia, prove e depois falamos…

Chega à hora do jantar, tira um bifinho de peru do frigorífico e coloca na frigideira com um fiozinho de azeite, porque assim não engorda. Depois vê uns cogumelos, que também são saudáveis, e mistura para dar um toque diferente. Mas peru e cogumelos pedem um ingrediente especial. E como já diria Herman José, “embrulha-se tudo em nata porque fica mais guloso!”

Verdade? Não podemos dizer que não. Mas há natas e natas, embora nenhuma delas deva ser consumida todos os dias. Hoje em dia há, de facto, alternativas às natas convencionais. Existe uma variedade de natas vegetais a vários preços e para todos os gostos. Mas será que são melhores escolhas que a nata de origem animal? É isso que vamos ver.

Todos sabemos que a nata de origem animal tem um elevado teor de colesterol e gordura. A nata é um alimento que se obtém diretamente do leite, aproveitando a sua parte mais gorda. Este ingrediente faz parte das receitas doces e salgadas. Há vários tipos de natas animais, com mistura de outros ingredientes ou não, e relativamente aos valores nutricionais, não há grande diferença entre elas. No entanto, por ser um produto extraído apenas do leite animal, contém uma elevada percentagem de gordura saturada. Gordura essa desaconselhada a todos nós, mas principalmente a pessoas que tenham excesso de peso, hipertensão, diabetes, dislipidemias (colesterol ou trigilicéridos) ou problemas de coração.

Por sua vez, as natas vegetais são cremes culinários à base de soja, que se conseguem obter através da junção de óleos vegetais com diferentes grãos de soja. Por esse motivo, o seu teor de gordura é inferior, nomeadamente a saturada, que é aquela que nós não queremos. Uma vez que são de origem vegetal, não contêm lactose, e pode dar-lhes precisamente a mesma utilidade que as natas convencionais, podendo colocá-las em massas, carnes, bolos, sopas e todo o tipo de receitas que queira fazer.  Ainda assim, estas natas continuam a fazer parte de alimentos processados e as calorias elevadas também estão presentes nesta opção. Portanto calma, esta alternativa é menos prejudicial à saúde, mas não abuse! Consuma este tipo de alimentos apenas de vez em quando.

Consultámos alguns rótulos de natas animal e vegetal, e o encontrámos em média foi o seguinte:

Um dos conselhos mais importantes que podemos sempre deixar é a atenção aos rótulos, pois são eles que muitas vezes definem se aquele produto que temos na mão é bom para levarmos para casa ou não. Analise e escolha as natas que têm menos gordura saturada e menos açúcares adicionados. Frequentemente vemos embalagens que têm um aspeto muito saudável e natural, mas o rótulo desmascara tudo aquilo que precisamos saber. Ganhe o hábito de ter atenção à informação nutricional do que escolhe colocar no seu carrinho de compras.

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