Novo estudo conclui que dieta vegetariana aumenta longevidade

Carolina Jesus

Produtora de conteúdos

Se começar aos 20 anos a excluir da sua alimentação as carnes vermelhas e processadas, poderá mesmo vir a ganhar anos de vida. No caso dos homens, são mais 13 anos e, nas mulheres, são 10,7, segundo um recente estudo publicado no jornal Plos Medicine.

De acordo com uma pesquisa realizada por investigadores da Universidade de Bergen, na Noruega, se as pessoas substituíssem a “típica dieta ocidental”, que inclui muita comida processada e carnes vermelhas, pela dieta vegetariana, teriam uma maior longevidade.

Ao analisar os dados do Global Burden of Disease (GBD), um estudo publicado pela revista The Lancet, que se foca na observação das 286 causas de morte, 369 doenças, e nos 87 fatores de risco, em 204 países, foi possível verificar o paralelismo que existe entre a alimentação e a longevidade dos indivíduos.

Desta mudança de dietas, que garante aos homens e mulheres mais 13 e 10,7 anos de vida, respetivamente, o consumo de legumes desempenha um grande papel. Comprovou-se que, se começarem a comer mais vegetais, leguminosas e frutos secos, aos 20 anos, os homens poderão viver mais sete anos, e as mulheres mais seis.

Apesar de o abandono da carne vermelha e processada representar apenas mais seis anos para os homens, e mais quase cinco para as mulheres (menos da metade da média calculada pelo estudo), não se deve excluir a sua importância. No entanto, o consumo de uma dieta, maioritariamente, à base de vegetais já é muito significativo no aumento da longevidade.

Já aos 60 anos, a longevidade não é tão grande como a verificada aos 20 anos, mas continuaria a implicar mais oito anos de vida para as mulheres e quase nove (8.8) para os homens. No caso das pessoas com 80 anos, ganhariam, em média, mais 3,4 anos de vida.

Esta mudança de alimentação para uma “dieta mais viável” aumentaria a longevidade para ambos os sexos, em 7% ou mais. Sendo este o maior objetivo do estudo, “perceber os potenciais fatores de saúde dos diferentes grupos de alimentos”, de forma a que as pessoas possam fazer uma escolha e que “tenham ganhos de saúde significativos”.

Outras histórias que vai querer ler

Leave a Reply

O seu endereço de email não será publicado.