O arroz não é todo igual. Conheça os mais adequados para si

Izabelli Pincelli

Produtora de Conteúdos

O arroz é um dos alimentos mais antigos do mundo e também um dos mais consumidos. A sua fácil preparação e a sua versatilidade fazem com que seja um alimento indispensável na gastronomia portuguesa. Conheça as diferenças.

Hidratos de carbono, proteínas, minerais, vitaminas A, B1, B2, B3, B6, E… São muitos os nutrientes presentes no arroz. Estes são responsáveis por fornecer-nos energia, possibilitando a realização das atividades diárias, e auxiliar na regeneração celular, mantendo o nosso organismo saudável.

Os seus benefícios são ainda maiores quando equilibrados com outros alimentos ricos em proteínas, como o feijão, os legumes, os peixes e os frutos do mar.

Grande parte da sua produção é feita na China e na índia, sendo um dos alimentos principais desses países e, muitas vezes, consumido em todas as refeições.

Pode ser dividido em três tipos de grãos: redondo, curto ou médio (5 a 6 milímetros) e longo (superior a 6mm). O primeiro é, maioritariamente, usado para risottos, o segundo para pratos que vão ao forno e o terceiro, para ser servido como guarnição. O seu valor calórico, independentemente do tipo, varia entre 100 e 130 calorias a cada 100 gramas de arroz cozido.

Além dos grãos, a variedade quando o assunto é a utilização do arroz é extensa. Bebidas de arroz, farinha de arroz, flocos de arroz, vinagre de arroz… é impossível enumerar todos, mas uma coisa é certa: o arroz sabe muito bem adaptar-se a todas as nossas necessidades.

Quando falamos na sua forma cozida ou para a utilização do mesmo em sobremesas, o arroz apresenta também vários tipos e nomenclaturas. Nós apresentamos alguns:

Carolino

É o mais comum em Portugal. Não só porque é o mais consumido pelos portugueses, mas também porque se adapta facilmente as condições de clima e cultivo do país. É um tipo de grão longo e, por causa disso, absorve bem a água e os temperos, aumentando o seu tamanho quando cozido. Integra diversos pratos típicos da culinária portuguesa, como o arroz de marisco.

Agulha

Nos últimos anos, tem entrado no ranking de favoritos para os portugueses. É muito parecido com o carolino, contudo, o que os difere é o seu comprimento e o modo que este fica mais solto do que o anterior.  É ideal para preparar guarnições, em especial, as acompanhadas por verduras.

Basmati

As suas duas principais características são o modo em que este fica sempre solto quando cozido e o seu aroma que remete aos frutos secos, em especial as nozes, devido a presença da molécula 2-acetil-1-pirrolina.

Apresenta um baixo índice glicémico, sendo bastante aconselhado para os diabéticos. É também o tipo de arroz branco considerado mais saudável.

Vaporizado

É de grão longo e leva este nome pois é submetido a um tratamento a vapor que permite com que esse tipo de arroz concentre mais fibras, minerais vitaminas do que o arroz branco normal. Durante esse processo, a casca do arroz permanece por mais tempo e, devido a isso, preserva os nutrientes dentro da mesma.

Essa concentração mais intensa de nutrientes faz com que esse tipo de arroz seja benéfico para pessoas com diabetes tipo 2 ou com doenças crónicas.

Arbóreo

De grãos curtos e redondos, é o preferido dos italianos e bastante utilizado para fazer risotto. Isso deve-se ao facto de esse tipo de arroz ser resistente a longos períodos ao lume, apresentando uma textura cremosa.

Integral

É conhecido por ser mais rico em fibras e minerais do que o arroz branco normal. Isso deve-se ao facto de, no caso do arroz integral, a casca que o envolve (responsável por reter grande parte dos nutrientes) não ser retirada.

Negro

É um dos tipos de arroz integral, mas apresenta um número mais elevado de nutrientes do que o mesmo (cerca de 30% mais fibras e 20% mais proteínas). É também rico em ferro, cálcio, zinco e magnésio.

Por apresentar muitos benefícios em pequenas porções, o arroz negro é responsável por promover a sensação de saciedade, evitar problemas de intestino e até equilibrar os níveis de glicose no sangue.

Vermelho

Possui um teor de fibra superior aos favoritos dos portugueses (carolino e agulha) e a sua cor é resultado da presença de antocianinas, uma espécie de corante natural presente em frutas como uvas e cerejas.

Além das antocianinas servirem como antioxidantes, esse tipo de arroz também contém monocolina, uma substância repleta de diversos benefícios, como a redução de colesterol considerado “mau”, prevenção de doenças do coração e também auxilia no processo de digestão.

Selvagem

Apresentas um conjunto de cores diferente dos restantes, sendo uma mistura de grãos longos brancos, pretos e castanhos. O paladar também difere dos restantes, pois apresenta um leve sabor a avelã.

É também o tipo de arroz que apresenta o menor teor de gordura, sendo bastante utilizados em dietas.

Arroz para sushi

Ao contrário do que muitos pensam, o arroz para sushi e o arroz japonês são dois tipos diferentes. O arroz de sushi é o nome que damos ao arroz japonês quando é adicionado vinagre no mesmo. Por causa disso, na língua japonesa, esse arroz é nomeado de “sushemi” (arroz em vinagre).

Se o objetivo é recriar os sushis que come nos restaurantes, nunca use arroz de grão longo. Apesar de ser bastante usado pelos japoneses, quando o assunto é sushi, é necessário a utilização de tipos de arroz que tenham mais amido do que os de grãos longos.

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