O inferno das infeções urinárias. Conheça os sintomas e saiba como prevenir

Diana Rosa

Jornalista

É uma doença que afeta principalmente as mulheres, e quem já teve sabe que é das piores sensações que se pode ter. Uma infeção urinária pode ser ligeira ou altamente incapacitante. Por isso, é bom conhecer os sintomas para atuar o mais cedo possível. Mas o melhor mesmo é prevenir o seu surgimento. E aí atá a alimentação conta…

Normalmente aparece repentinamente e nem se sabe bem porquê. De repente começa a sentir um ardor a urinar, ou um peso na zona pélvica e uma vontade constante de ir à casa de banho. Isto é apenas o começo.

É muito comum tratar uma infeção urinária com antibióticos, mas há bactérias resistentes, principalmente para quem tem este problema recorrentemente. Mas o pior mesmo é não tratar. Vamos conhecer melhor as causas desta doença.

Para começar, há dois géneros de infeção urinária. A ocasional, que acontece até 3 vezes por ano, e a recorrente, que acontece com uma frequência maior.

Dentro dos tipos mais comuns, a infeção habitual é denominada por cistite, que é a infeção da bexiga e que tem tratamento relativamente rápido. Quando a cistite não é tratada, pode evoluir para uma situação mais profunda, a pielonefrite, que acontece quando a infeção se propaga até aos rins. Neste caso, o tratamento requer mais tempo e observação, uma vez que a infeção se pode alargar a outros órgãos, resultando no pior dos estágios, conhecido por sepsis.

A uretrite, que como o próprio nome indica, é quando a infeção se resume à uretra, costuma ser o tipo de infeção que afeta os homens, ainda que de forma muito menos frequente que nas mulheres. São elas que têm maior probabilidade de contrair uma infeção urinária, uma vez que sua a uretra é muito curta em comparação com a do homem. Além disso, está muito próxima da vagina assim como do ânus, o que facilita uma contaminação das bactérias como o colibacilo, uma das bactérias mais frequentes e que habita o cólon.

Mas as causas desta infeção são diversas, tais como:

Fricção resultante do acto sexual

Uso de roupa interior muito justa e de fibras sintéticas

Não urinar assim que tem vontade

Beber pouca água

Utilizar os pensos higiénicos durante muitas horas

Pedra nos rins

Diabetes

Falta ou excesso de higiene

Quais os sintomas?

Normalmente, quando a infeção ocorre, o primeiro sintoma é o ardor durante a micção, ou seja, quando está a terminar de urinar. Segue-se o peso na zona pélvica, como se a bexiga estivesse sempre cheia, e uma vontade incessante de ir constantemente à casa de banho, que depois se revela que não faz assim tanto xixi, mas apenas umas pinguinhas. Muitas vezes a urina é turva e poderá vir acompanhada de sangue. Uma vez que esta infeção tem uma progressão muito rápida, pode evoluir para os rins, dando sintomas de febre e dor lombar. E nesse caso, é muito importante que se desloque a uma urgência médica.

Esta infeção raramente se cura sozinha, mesmo que seja ligeira. Uma infeção urinária mal tratada, poderá ser o pontapé de saída para que reapareça pouco tempo depois, e até com agravamento de sintomas. Não facilite.

Recomenda-se que a primeira coisa que deve fazer assim que tiver os primeiros sintomas é beber muita água, de preferência entre 2 a 3 litros por dia.

Como se trata?

Habitualmente, as infeções urinárias são tratadas com antibióticos. Há alguns mais específicos para esta situação, mas se for ao hospital existe sempre a possibilidade de, perante o resultado das análises à urina e ao sangue, o médico assistente conseguir perceber qual o antibiótico mais indicado para o seu caso. Se a infeção urinária for recorrentemente causada pela atividade sexual, é possível que o seu médico lhe receite um antibiótico de baixa dose para tomar diariamente ou pós-coito, atuando preventivamente.

Outra substância benéfica e natural contra as infeções urinárias, mas mais usada enquanto preventivo (por ser mais lento e normalmente usado por longos períodos de tempo) é a toma de cápsulas de arando, ou cranberry. É um auxiliar de tratamento muito comum utilizado a nível hospitalar nos Estados Unidos da América, ajudando a expelir as bactérias do trato urinário, e tendo um potente efeito antioxidante. Estas cápsulas previnem ainda outro tipo de infeções ou inflamações. A dose em fase de tratamento costuma ser de 2 cápsulas por dia, e em fase de prevenção apenas 1. Ainda assim, aconselhe-se com o seu médico ou farmacêutico porque pode depender da dose presente em cada cápsula. O sumo de arando também é benéfico, mas a concentração dos princípios ativos é à partida inferior. Seja como for, peça aconselhamento profissional.

Como prevenir?

Beba muita água – A água ajuda a limpar o organismo e as bactérias, como tal, beber 2 litros por dia é muito importante para prevenir infeções

Lave-se com sabão neutro – Há várias soluções de higiene íntima com pH neutro no supermercado e na farmácia. Caso não tenha essa possibilidade, o sabão azul e branco pode ser uma opção.

Tome suplementos de arando – como explicado anteriormente, o arando tem propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias, e reduz a ação das bactérias E.coli na bexiga

Urine após a relação sexual – mesmo antes de fazer a higiene pós-relação, urine ainda que não tenha vontade. A urina vai facilitar a expulsão das bactérias.

Hidrate a vagina – Na farmácia existem vários cremes hidratantes e lubrificantes vulvares para evitar a secura vaginal.

Consuma vitamina C – através de citrinos e legumes, uma vez que a acidez destes alimentos contribui para prevenir as bactérias no trato urinário.

Urine com frequência – Das piores coisas que pode fazer é conter a urina. E se não tiver vontade mas a última vez que urinou já foi há muito tempo, obrigue-se a ir à casa de banho.

A alimentação pode estar relacionada com o aparecimento de infeções?

Diz-se que somos o que comemos, e neste caso pode não ser exceção.

Há alimentos que estão relacionados com o aparecimento de infeções urinárias, por serem enfraquecedores do sistema imunitário, tais como:

– Açúcar e derivados como bolachas, biscoitos, bolos, chocolates e doces em geral

– Carnes vermelhas e processadas como fiambre, mortadela, salsichas ou bacon

– Bebidas alcoólicas

– Alimentos picantes ou com muita gordura

Há ainda outros fatores que podem potenciar estas infeções como stress, calor, humidade e tabaco.

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