O prazer de comer versus o desprazer do exercício?

Conceicao B

Aluna da Casa Fit

Conceição B. é aluna do PT Luís Gonçalo Martins na Casa Fit. Vai ao estúdio privado duas vezes por semana, para ajudar no seu processo de perda de peso. No final de cada aula faz um balanço escrito de como correu, de como se sentiu, dos “novos” músculos que começou a viver no seu corpo. Continuamos hoje e publicar o seu diário.

Dia 4 – 28 de janeiro de 2022

Como uma esposa prendada à espera de seu marido trabalhador e cumpridor das suas responsabilidades, lá estava o meu PT à porta da “nossa” casa. Aquela energia que uma pessoa não entende, porque não tem, nem na voz, está ali quando chegamos para a sova. Creio que seja para assustar menos, porque custar menos não custa.

Comentei com ele as minhas dores suportáveis, como quem se confessa a um padre. Diria mais dorida, do que Maria das Dores. Mas ele não adoça a pílula. Hoje foi sorrateiro. Quando pensei na minha amiga TRX para os agachamentos, ele disse logo, “sem” [sem TRX]. Está certo. Só tenho que obedecer.

A famosa prancha com as mãos num degrau em direção ao céu Ioguista. “Respira profundamente.” Nas primeiras vezes só pensava “Os meus pulmões estão apertadinhos entre uma coisa e outra (não me perguntem quais) e portanto, vou tão ao fundo como à tona da água.” Quando alguém está a fazer um esforço, já é um outro esforço ter que respirar profundamente.

Outra coisa interessante foi o pedido do PT para encolher o umbigo. Eu pergunto-me… “Mas onde raio está o umbigo?” Não tenho noção dele. E a barriga, apesar de não ser pequena, por vezes perco noção dela. É grande, mas sinto como se não existisse. Aliás, agora que faço exercícios precisos, começo a sentir o corpo. Do que ele é composto. Tolamente, começo a sentir que tenho músculos. Com algum humor quase diria, se não me olhar ao espelho, que se pudesse traduzir em imagem aquilo que sinto, tenho as pernas de um gladiador da Roma Antiga. Sei que não tenho, mas sinto como se tivessem os contornos de um. É assim que visualizo de uma forma imaterial os músculos superiores doridos. Poxa que coxa! Sentir que a zona dos ombros e omoplata levou uma lambidela de cimento. Será isto que sente alguém que trabalha para tonificar os músculos? E o corpo continua a sentir coisas por ele próprio. De mansinho está a fazer algo que não entendo, mas é curioso sentir.

Foi muito importante o PT chamar a atenção sobre a posição das costas na prancha e tomar consciência da barriga. “Encolher” e canalizar a força para ali. E depois… foi a vez dos passinhos de Gueixa Japonesa na Elítica. De Quimono e Getas… é só bombar! 🙂 Nunca pensei que passinhos de bebé fossem mais duros de dar que os do andar pateta dos Monty Python. E assim foi mais um dia. A dualidade da vida, pensando no prazer de comer, versus o ainda desprazer do exercício. A vida não foi justa na distribuição da fofura.

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