Oiça bem o que lhe vamos dizer: proteja os seus ouvidos!

Izabelli Pincelli

Produtora de Conteúdos

Com o avançar da idade, a saúde dos nossos ouvidos deteriora-se e a perda de audição pode vir a tornar-se uma realidade. Porém, não devemos ficar sentados à espera que isso aconteça. Nunca é cedo de mais para prevenir este problema que afeta mais de 100 mil pessoas em Portugal.

Os nossos ouvidos são uma das partes mais importantes do nosso corpo. É através deles que conseguimos entender-nos e comunicar. Além disso, também são um meio de entretenimento e prazer, pois permitem-nos ouvir músicas, podcasts, sons da natureza e muitos outros. Por causa disso, devemos ter o devido cuidado para prevenirmos problemas como a perda auditiva.

O som e sua intensidade são medidos numa unidade chamada decibel (dB). Quanto maior o número, mais alto é o volume do som. A partir disso, foi calculado que a exposição a sons maiores que 85 dBs, durante várias horas, pode danificar a nossa audição.

Mas afinal, quais os sons que ultrapassam este valor? São muitos, mas entre os que lidamos diariamente (ou quase) incluem-se os sons de sirenes, de concertos, música alta, a buzina de um carro e o motor de um avião.

A exposição contínua a estes ruídos elevados e o envelhecimento são dois dos principais motivos que podem levar à perda auditiva ou surdez. Esta ocorre devido a degenerescência dos vasos que levam o sangue ao ouvido e/ou através da deterioração dos mecanismos cerebrais que acabam por dificultar a decifração de mensagens verbais.

Porém, na maioria dos casos de exposição a ruídos elevados, a perda de audição pode ser evitável. Já quando o motivo é o envelhecimento, apesar de inevitável, podemos atrasar o processo e evitar a perda auditiva total.

O Escolher Viver partilha os hábitos que devemos ter para prevenir que tal aconteça. Pois, apesar de, a partir dos 60 anos, a perda auditiva começar a manifestar-se mais constantemente, é por volta dos 30 que a perceção dos sons mais agudos começa a diminuir.

Evite ouvir música alta

Seja numa discoteca, num concerto, na rua ou em casa, estamos diariamente em contacto com a música. É através dela que nos expressamos fisicamente, pela dança, e mentalmente, com os nossos sentimentos. Quando estamos stressados, temos o hábito de sair para uma corrida com os auriculares no último volume ou de nos trancarmos no quarto e com os altifalantes no máximo, de forma a não ouvir os nossos pensamentos. Já nas discotecas e nos concertos, quanto mais alta a música, mais animados ficamos.

Porém, apesar de parecerem atividades normais que fazemos no nosso dia-a-dia, é importante estarmos atentos. O nível de ruído da música alta é cerca de 110 dB, o que pode provocar lesões graves irreparáveis na membrana do tímpano. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), este problema afeta maioritariamente pessoas jovens, entre os 12 e os 35 anos.

Por outro lado, é um problema evitável e que depende de cada um de nós. É importante estarmos cientes das consequências e evitar a exposição contínua a volumes elevados. Nas discotecas, é aconselhado a utilização de tampões de ouvidos após longas horas em contacto com o ruído. No entanto, sabemos que não é costume o uso desses protetores auditivos, por isso, de forma a descansar os seus ouvidos por uns minutos, não se esqueça de ir apanhar ar lá fora, num lugar mais calmo. Após festas e concertos, os nossos ouvidos necessitam de cerca de 18 horas para recuperarem.

Felizmente, nos dias de hoje, muitos dos nossos aparelhos eletrónicos possuem uma tecnologia que nos avisa quando o volume está muito alto. Cabe-nos respeitar a mesma e impor novos hábitos diários para, assim, mantermos a saúde dos nossos ouvidos em dia.

Proteja os ouvidos de ruídos altos no trabalho

Para os profissionais que constantemente manuseiam máquinas e/ou que trabalham em locais com ruído elevado, como nas pistas de aterragem e descolagem dos aeroportos, o uso de proteções auriculares é essencial e obrigatório.

Ao longo de oito horas, o máximo de exposição auditiva aconselhada sem consequências para os nossos ouvidos, é de 90 dB. Contudo, algumas máquinas, como a motosserra e os sopradores de folhas, podem chegar a um ruído de 115 dB e o motor de um avião aos 130 dB.

Por isso, além de manter a proteção durante todo o tempo em que houver ruído, é importante fazer pausas distantes dos mesmos.

Controle a pressão arterial

A hipertensão danifica todos os vasos sanguíneos do nosso corpo, inclusive os responsáveis por transportar o sangue para os ouvidos. Quando isso ocorre, há um acúmulo de placas gordurosas que acabam por prejudicar a nossa audição. Os pacientes que sofrem de pressão arterial elevada devem controlá-la através de tratamentos prescritos pelo seu médico e uma boa alimentação para prevenir a perda auditiva.

Controle a diabetes

Assim como a hipertensão, os elevados níveis de açúcar no sangue podem danificar os vasos sanguíneos presentes no ouvido interno. Segundo um estudo publicado no Journal of Clinical Endocrinology & Metabolism, os pacientes com diabetes são mais propícios a sofrerem perda auditiva do que o resto da população.

Efetuar rastreios

Os rastreios são importantes para analisarmos a saúde dos nossos ouvidos e, caso necessário, iniciarmos o tratamento o mais rápido possível. Podem ser feitos em qualquer etapa da vida, sendo fundamentais à nascença, em idade pré-escolar e quando há o aparecimento de queixas e sintomas. Para os mais velhos, é aconselhado fazer anualmente ou de acordo com as exigências de um profissional.

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