“Onde deixei as chaves do carro?” Estes e outros esquecimentos podem ser um alerta

Hospital Cruz Vermelha

Começa a sentir que se esquece de objetos ou acontecimentos que anteriormente conseguia facilmente recordar-se? Tem dificuldades em permanecer concentrado nas tarefas? O seu raciocínio parece-lhe mais lento que o habitual? Deve procurar um neuropsicólogo!

Provavelmente, já ouviu falar sobre áreas de atuação do psicólogo e do neurologista, sem muita dificuldade de diferenciar esses dois profissionais. O que muitos não sabem é que existe um ramo da psicologia que une essas duas especialidades, formando um profissional capaz de auxiliar neurologistas, psicólogos e psiquiatras a fazerem diagnósticos mais precisos e propor tratamentos mais eficazes. Assim, através da neuropsicologia é possível identificar se alterações de comportamento e das funções cognitivas de uma pessoa correspondem ao esperado para a idade ou para o contexto psicossocial do momento. 

A neuropsicologia atua no diagnóstico, acompanhamento e tratamento de distúrbios que afetam, através do prejuízo do funcionamento cerebral, a cognição, as emoções, a personalidade e o comportamento das pessoas.

Há alguns quadros que podem indicar uma ida direta ao neuropsicólogo. Quem apresenta prejuízos cognitivos que interfiram nos relacionamentos pessoais, na escola, no trabalho, na sua rotina diária é um bom exemplo. Outro exemplo são as crianças com muitas dificuldades escolares, notas baixas, dificuldades na aquisição da linguagem, em leitura e escrita, alguma agressividade e queixas dos profissionais responsáveis.

Depois dos 60 anos de idade, é importante que qualquer alteração de memória seja analisada para se tratar possíveis quadros degenerativos progressivos. Outros sintomas são contar muitas vezes a mesma história sem lembrar que contou, tremor nos membros e alteração da marcha.

A consulta de Neuropsicologia Clínica é indicada em situações, tais como:

  • Doenças neurodegenerativas (ex. Doença de Alzheimer, Degeneração FrontoTemporal, Doença de Parkinson, Demência de Corpos de Lewy)
  • Lesões Encefálicas Adquiridas (ex. Acidente Vascular Cerebral, Traumatismos Cranioencefálicos, Tumores Cerebrais)
  • Perturbações do foro psiquiátrico (ex. depressão, Doença afetiva bipolar)
  • Doenças neuroimunológicas (ex. Esclerose múltipla, Neuromielite óptica, Encefalites autoimunes) e doenças autoimunes sistémicas (Lupus Eritematoso Sistémico, Síndrome do anticorpo antifosfolípideo, Síndrome de Sjogren)
  • Epilepsia
  • Doenças genéticas (ex. Doença de Huntington, Doença de Wilson, Polineuropatia amiloidótica familiar)
  • Perturbações do neurodesenvolvimento (ex.: Perturbações de aprendizagem, Perturbações do Espectro do Autismo, Perturbação de Hiperatividade com Défice de Atenção)
  • Presença de sintomas específicos (ex. problemas de memória, dificuldades de concentração, perturbação do sono, dificuldades na realização das tarefas diárias…)
  • Avaliação do efeito de intervenções realizadas (terapêutica farmacológica; reabilitação neuropsicológica; neurocirurgias, …)
  • entre outras.

A deteção precoce das alterações cognitivas, emocionais e comportamentais decorrentes de quadros de origem neurológica permite retardar a evolução dos sintomas e maximizar a eficácia das intervenções.

Marque já a sua consulta: https://www.hospitalcruzvermelha.pt/marcacoes/corpo-clinico/ManuelDomingos

Este conteúdo foi publicado no âmbito da parceria editorial entre o site Escolher Viver e o Hospital Cruz Vermelha

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