Pinhão: “ouro branco” é valioso no combate à hipertensão e ao colesterol

Izabelli Pincelli

Produtora de Conteúdos

Já era bastante consumido na altura dos descobrimentos devido ao seu alto valor energético e fácil conservação. Nos dias de hoje, o pinhão trocou as caravelas pelos armários das cozinhas portugueses. Descubra quais os seus principais benefícios!

O pinhão tem uma longa história em Portugal e na culinária portuguesa. Apesar de ser popularmente conhecido como um fruto seco é, na verdade, a semente do pinheiro-manso e é a parte comestível do fruto do mesmo, a pinha. Nos períodos de festa, em especial no Natal, que acabámos de passar, o pinhão não pode faltar nas celebrações das famílias portuguesas, sendo a sua utilização mais comum nos bolos-reis e rainhas. Mas não só. O pinhão é usado todo o ano na culinária portuguesa, e só o preço proibitivo impede uma utilização ainda mais regular.

Na sua forma natural, é um alimento considerado caro e por isso leva outros nomes como “ouro branco” e “caviar da floresta”. O seu preço justifica-se pela dificuldade de apanhar o fruto, devido a altura da árvore e a necessidade de uma mão de obra intensiva, e por este ter um baixo rendimento de pinhão (é retirado apenas cerca de 3% do mesmo em cada pinha). Em Portugal, apesar de já haver tecnologias que auxiliam a colheita, na maioria dos casos, ainda prevalecem os processos manuais. 

É comum o encontrar na zona do Vale do Tejo, Alcácer do Sal e Coruche e devido a isso, o país é considerado um dos principais produtores mundiais de pinhões, sendo apanhado cerca de 70 milhões de pinhas anualmente. Contudo, grande parte da produção é enviada para a Espanha, ainda em casca, onde é descascado e vendido como “pinhão espanhol”.

Entre os seus principais benefícios, encontra o seu baixo índice glicémico, sendo o consumo de pinhão indicado para os diabéticos. Porém, é importante estar atento a quantidade consumida devido ao seu alto teor calórico (622 calorias por cada 100 gramas). Devido a isso, é aconselhado consumir entre 20 e 30 gramas diárias. Vamos apresentar quais os benefícios desse consumo:

Garante um bom funcionamento intestinal

As fibras presentes no pinhão são responsáveis por prevenir diversas doenças intestinais. São responsáveis por reter uma maior quantidade de água, melhorando o trânsito intestinal. Além disso, contribuem para a sensação de saciedade.

Previne anemia

O pinhão possui minerais como o ferro o cobre, sendo o primeiro responsável pela produção de hemácias que auxiliam a hemoglobina a transportar oxigénio pelo nosso corpo. Já o cobre auxilia na absorção do mesmo, sendo os dois importantes aliados no combate contra anemias.

Combate a hipertensão

Por ser rico em potássio, o consumo moderado de pinhão pode promover o aumento do diâmetro das artérias, possibilitando uma maior e mais rápida circulação sanguínea, reduzindo a pressão arterial.

Faz bem para a visão

A presença de antioxidantes, em especial a luteína, previne a degeneração macular (região da retina responsável pelas cores e detalhes), evitando a cegueira. Além disso, também diminui os riscos de catarata e ajuda a eliminar os radicais livres do organismo.

Reduz o colesterol e o risco de doenças cardiovasculares

O pinhão é composto por ácidos gordos essenciais, isto é, gorduras polinsaturadas que o nosso organismo não consegue sintetizar, sendo estas inseridos no nosso corpo apenas através da alimentação adequada. Estas são altamente indicadas para ajudar no combate contra o colesterol e doenças cardiovasculares.

Pode aumentar a imunidade Um dos nutrientes presentes no pinhão, a vitamina C, é essencial para aumentar a imunidade e evitar o desenvolvimento de infeções. Também protege a células e combate os efeitos dos radicais livres.

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