Quase 150 mil pessoas sofrem de Alzheimer em Portugal. Conheça os sinais

Mariana Moniz Almeida

Aluna de Jornalismo da ETIC

Demência. De certeza que já ouviu falar dela. É um termo utilizado para descrever os sintomas de determinadas doenças que causam um declínio progressivo no funcionamento do nosso cérebro.

Existem vários tipos de Demência, mas hoje escrevemos sobre a que constitui cerca de 50% a 70% de todos os casos no nosso país: o Alzheimer. Segundo a Associação Portuguesa de Familiares e Amigos dos Doentes de Alzheimer, é a forma mais comum de Demência e surge com mais frequência após os 65 anos. Estudos revelam ainda que, a nível mundial, a Demência afecta 1 em cada 80 mulheres e 1 em cada 60 homens.

Em Portugal estima-se que existam cerca de 240 mil pessoas com Demência, das quais mais de metade sofrem de Alzheimer. Esta doença é um tipo de demência que “provoca uma deterioração global, progressiva e irreversível” de diversas funções cognitivas, como a memória, a atenção, a concentração, a linguagem, o pensamento, entre outras. Por sua vez, esta deterioração tem como consequência, alterações no comportamento, na personalidade e na capacidade funcional da pessoa, dificultando a realização das suas atividades diárias.

Quando a pessoa perde uma destas capacidades, raramente consegue voltar a recuperá-la ou a reaprendê-la.

Alguns sintomas característicos do Alzheimer:

– Dificuldades de memória persistentes e frequentes, especialmente de acontecimentos recentes;

– Apresentar um discurso vago durante as conversações;

– Perder entusiasmo na realização de atividades, anteriormente apreciadas;

– Demorar mais tempo na realização de atividades de rotina;

– Esquecer-se de pessoas ou lugares conhecidos;

– Incapacidade para compreender questões e instruções;

– Deterioração de competências sociais;

– Imprevisibilidade emocional.

Até à presente data não existe cura para a Doença de Alzheimer. Porém, segundo um estudo da Universidade de Cambridge, um em três casos de Alzheimer no mundo, pode ser evitado através de algumas mudanças no seu estilo de vida.

Aqui ficam alguns exemplos do que pode fazer para fortalecer as células cerebrais:

– Mantenha o cérebro ativo, praticando sempre novas atividades e fazendo jogos de raciocínio;

– Participe em atividades culturais e de lazer, saia e conviva com amigos ou familiares;

– Consuma peixe, pelo menos 3 vezes por semana. O peixe é um alimento rico em ómega-3;

– Pratique exercício físico, mesmo que de forma moderada;

– Faça exames de rotina para que possa identificar alguns dos factores de risco como a hipertensão, obesidade ou diabetes;

– Não fume, beba com moderação e durma bem!

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