Quer deixar de fumar? Mas quer mesmo? Veja as 7 dicas que temos para si

Diana Rosa

Jornalista

Aproxima-se um tempo importante para deixar de fumar. Todos os anos, com a chegada do final do ano, há muitos fumadores que fazem promessas: “Para o ano é que vai ser?” Será? Será que quer mesmo? Porque isso é o mais importante.

Nesta vida, já todos nós sabemos que o tabaco faz mal. Mas só quem fuma conhece a sensação de querer deixar de fumar e não conseguir. Sim, é muito difícil deixar esse vício. É por isso, aliás, que é tão importante a sensibilização para que nem sequer se comece a fumar. A decisão de largar o cigarro é individual, mas é fundamental que exista um apoio familiar e dos amigos, para que esta caminhada seja mais fácil. Muitas vezes, seria até ideal que tivesse oportunidade de ser acompanhado por um profissional de saúde neste processo. Independentemente de há quanto tempo acompanha os seus dias com cigarros, a verdade é que, a partir do momento em que deixa de fumar, o seu corpo inicia imediatamente um processo de desintoxicação que vai fazer com que o seu organismo se comece a restabelecer, e diminua as suas possibilidades de desenvolver as doenças graves associadas ao tabaco.

Se está decidido a deixar o tabaco, ou se pensa em fazê-lo brevemente, deixamos aqui 7 dicas para conseguir passar por este período de provação com nota 20!

1. Faça uma lista com razões para deixar de fumar. Pense, não só na quantidade de doenças associadas ao tabaco, como cancro, doenças cardiovasculares, doenças do foro respiratório, problemas de pele, dentes, entre outras, mas pense também que está a proteger quem está à sua volta, não os sujeitando ao fumo do seu cigarro. Além disso, o odor que fica entranhado na pele, na roupa, no hálito, no carro, em casa. Vai começar a conseguir ter um paladar mais apurado, recuperar as propriedades do olfato, e ter mais resistência física. E ainda não mencionámos a poupança de vai ter na sua carteira. Existe um sem número de razões para deixar de fumar. Aponte as suas.

2. Defina o dia em que quer deixar de fumar. De preferência um dia especial para si, que tenha significado. É importante elevar o grau de compromisso e escolher uma data que para si seja uma referência, quanto mais não seja por uma questão de calendário. Ex: estamos em dezembro, e decide que no dia 1 de janeiro vai deixar de fumar. Até lá, comece a preparar-se para deixar de fumar. Conte aos seus familiares e amigos do seu plano. Comece a substituir os momentos que puxam para um cigarro, como por exemplo, substitua o momento de beber café por um chá, ou deixe de ir a restaurantes de fumadores. Não tem de ser para sempre, mas num momento de desabituação, é importante.

3. Desfaça-se de objetos relacionados com o tabaco. Como o cinzeiro, isqueiros, pacotes de cigarros esquecidos, bolsas para caixas de cigarros, filtros, e por aí fora…

4. Esqueça-se do cheiro. E no que diz respeito a isto, vale a pena lavar roupas, cortinados, estofos do carro, lençóis, toalhas, e todos os têxteis e objetos que o façam sentir o cheiro do cigarro.

5. Tenha uma estratégia para momentos difíceis. Vai haver uma ou outra altura em que lhe parece imprescindível fumar um cigarro. Mas descubra as melhores estratégias para não o fazer. Por exemplo, masque uma pastilha, para manter a boca ocupada sem ser com tabaco. É habitual que as pessoas que deixam de fumar engordem, porque existe a tentativa de acalmar a ansiedade de um cigarro, e recorrem à comida para substituir essa compulsão. Se o fizer, opte por alimentos saudáveis, e de preferência crocantes. Evite os alimentos com açúcar adicionado, e dê preferência a fruta e vegetais, ou sumos naturais.

6. Fazer atividades que lhe deem prazer. Como por exemplo trabalhos manuais, como pintura, desenho, escultura, artesanato. Saia e dê um passeio ao ar livre, apanhe sol, faça exercício físico. Torne a sua vida mais recheada de atividades e distrações que permitam com que não pense tanto no cigarro.

7. Envolva a família e os amigos. É imprescindível que todos estejam conscientes e empáticos com a sua causa. Peça aos seus amigos que evitem fumar perto de si, ou ter cinzeiros com beatas e ou maços de tabaco em cima da mesa enquanto jantam. Além disso, peça paciência. É natural que, numa fase inicial, ande mais irritado, triste, ansioso, stressado, e mesmo que tenha sintomas físicos como dores de cabeça e alterações do sono. É preciso que tenha o apoio de quem está perto de si para que o compreenda e o ajude a fazer esta caminhada. Se for necessário, recorra a psicoterapia. E se algum dia tiver uma recaída, pense que só é considerada assim se voltar a acender um próximo cigarro. Não se martirize (mas também não facilite).

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