Refrigerantes light. Não se deixe enganar com as aparentes vantagens destas bebidas

Diana Rosa

Jornalista

Há alguns anos, os refrigerantes light vieram revolucionar o mercado das bebidas, principalmente para quem estava a fazer dieta. Era uma promessa de que quem queria emagrecer, tinha uma alternativa saudável aos refrigerantes demasiado açucarados, sem dar pontapés na dieta. Mas será que são mais benéficos para a saúde?

São vários os especialistas que chamam à atenção para o consumo destes produtos que prometem ser benéficos, quando na verdade têm alguns malefícios, ainda que os fabricantes insistam em convencer o público de que beber uma cola-diet ou um chá sem açúcar é precisamente a mesma coisa. Como se costuma dizer, há produtos light, e produtos light, ou seja, há alguns que não são assim tão maus, outros que se devem mesmo evitar. Light, zero ou diet. Sabe a diferença?

Bom, se seguir os conselhos do Escolher Viver, vai perceber que a diferença está presente no teor calórico e na quantidade de açúcar. Mas as contas a fazer não passam só por aí. Os refrigerantes diet ou light precisam de manter o sabor agradável e adocicado. Portanto, se não levam açúcar, têm de levar qualquer coisa que o substitua. Neste caso, falamos de adoçantes artificiais e edulcorantes. A verdade é que os edulcorantes são químicos e não saciam, para além de, muitas vezes, terem gás. Por outro lado, tal como o açúcar, tendem a causar adição. O resultado é que gera vontade de beber mais e mais, ou com maior frequência. Sim, o teor calórico é inferior. Para quem quer emagrecer, é sempre melhor do que beber refrigerantes carregados de açúcar, numa perspetiva de perda de peso, não propriamente de saúde. Por isso mesmo, devem ser consumidos com bastante moderação e não exceder os 10% da dieta diária.

O aspartame é um dos componentes que mais preocupa os especialistas quando falamos de refrigerantes light e afins. Há vários artigos e estudos que sugerem que o aspartame é altamente nocivo para a saúde quando consumido em quantidades consideráveis. Entre os malefícios estão doenças como epilepsia, tumores cerebrais, Alzheimer, fadiga crónica ou Parkinson. Uma vez que aumenta a absorção de radicais livres, pode comprometer o sistema imunitário, e atrasar a regeneração celular saudável. Já para não falar nas alterações na flora intestinal e no funcionamento do intestino, e não esquecer também a erosão dentária. Este é sem dúvida um dos problemas mais comuns para quem costuma beber refrigerantes light com frequência, uma vez que a acidez presente nesta bebida compromete a saúde oral e provoca o desgaste dos dentes.

O que nos leva a um último alerta, que é deixar que as crianças consumam este e outro tipo de bebidas com frequência. Para além de outros problemas de saúde que podem resultar do seu consumo excessivo, é altamente comprometedor quando as crianças estão a mudar a dentição.

A conclusão é, como quase sempre, a mesma. É preferível que ao consumir refrigerantes escolha os que têm menos açúcar. Mas encare estas bebidas tal como encara os doces. Para consumir de vez em quando. Não se encoste ao facto de ter um teor calórico mais reduzido. Sem se aperceber, pode estar a fazer uma grande asneira com a sua saúde, e com a dos mais pequenos.

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