Seis meses de Escolher Viver: mais de 1000 conteúdos, 50 mil leitores e novos sonhos

Nuno Azinheira

Diretor do Escolher Viver

Os primeiros seis meses do Escolher Viver passaram num instante. Sobretudo para os cerca de 50 mil leitores que nos têm acompanhado ao longo deste percurso. E que sabem que aqui aprendem sempre qualquer coisa.

Quando a 20 de setembro lancei o Escolher Viver, expliquei-vos ao que vinha. Este era um site que acompanhava o meu processo de transformação física: um ponto de partida de obesidade mórbida rumo a uma vida mais saudável.

Era também um site que queria entrar na vida dos seus leitores, com informação credível e útil para todos. Expliquei, no vídeo de apresentação, que o Escolher Viver não seria um site para gordos e diabéticos, mas sim para todos aqueles que quisessem adotar uma vida mais saudável.

Profissional de comunicação há de 32 anos, queria juntar no mesmo projeto uma motivação pessoal – e a minha vontade de mudar e, ao mesmo tempo, influenciar outros para a mudança – e uma motivação profissional – a de produzir conteúdos de qualidade, de valorizar a prática clínica e de fazer deste site um parceiro no ecossistema da saúde e vida mais saudável.

Seis meses depois, é tempo de fazer um balanço. Mas não é um prenúncio de despedida, fiquem descansados(as). O Escolher Viver vai continuar ativo, cumprindo o seu objetivo, ajudando quem quer ser ajudado, incentivando mudanças e cumprindo sonhos. Só assim faz sentido para mim.

Juntos somos mais fortes

Neste seis meses de vida publicámos mais de mil conteúdos, entre textos e vídeos. É um esforço notável de um trabalho pro bono, em que ninguém recebe qualquer contrapartida financeira pelo que faz. A começar por mim: este site não tem publicidade paga. Tudo o que tem sido feito é à custa de parcerias, de gente e instituições que acreditaram na minha palavra e nos meus objetivos e que acharam, tal como eu, que todos juntos somos mais fortes. É um esforço ainda mais notável, uma vez que este site não tem uma redação estruturada como é costume em projetos idênticos. Todos os contributos passam por mim, são vistos, editados, validados e publicados por mim. Neste meu trabalho inclui-se ainda, naturalmente, a procura de imagens para cada texto, a produção de vídeos, com captação e edição, e a gestão das redes sociais.

Houve dias em que não consegui, é verdade. Absorvido pelas várias dimensões da minha vida profissional, houve dias em que tive de assumir para mim que, “sim Nuno, o dia só tem 24 horas e tu vais a caminho dos 50, já não aguentas tudo como dantes”. É o que é, não vale a pena lamentarmos.

O caminho é em frente

Continuo focado na minha caminhada, determinado na transformação do meu corpo e da minha saúde. Quando comparamos fotografias de há um ou dois anos com as de agora, são visíveis as diferenças, que de resto, quem gosta de mim não se tem cansado de sublinhar nas redes sociais. A todos agradeço, até porque já o assumi, essas manifestações incentivam-me a continuar. Mais do que 27 quilos perdidos (há sempre avanços e recuos nestas caminhadas, há momentos de maior facilidade e outros de maior dificuldade…), motiva-me cada descoberta nova no meu corpo, das minhas formas, cada osso que vislumbro e que não conhecia, cada músculo que me dói e que nunca tinha doído antes.

Gostava de estar a ir mais depressa, sim. Gostava que, no primeiro trimestre deste ano, já tivesse perdido mais do que perdi. Em vários dias vacilei. Tremi. Não resisti. Mas sei que esta corrida é uma maratona de longa duração, não são 100 metros rápidos. Vai mais devagar? Vai. Mas vai. Vai continuar a ir. Também aqui não vale a pena lamentar-me. É o que é.

Um novo mundo

Estes seis meses de Escolher Viver são seis meses de partilha com muitos profissionais que não conhecia. Em rigor, a saúde nunca tinha sido uma área em que tivesse trabalhado editorialmente. Pelo menos de uma forma consistente. Tem sido uma surpresa e uma paixão. Trocar ideias com médicos, enfermeiros e outro pessoal hospitalar, receber textos seus, entrar em áreas como a cardiologia, a diabetes, a psicologia, a nutrição, o exercício físico, a oncologia, e tantas outras tem sido de um grande enriquecimento para mim. A todos os parceiros – e ainda esta semana fechei mais duas parcerias para o Escolher Viver – o meu agradecimento.

O Escolher Viver é também o início de muitos sonhos. Para os leitores que encontram nos nossos conteúdos e no meu exemplo inspiração para as mudanças de que necessitam, mas também para jovens que iniciam aqui, comigo, os seus passos profissionais na produção de informação. Sou professor de Jornalismo e Comunicação e formador há mais de uma década. Faço-o porque gosto muito dessa partilha. E com o mesmo orgulho com que vejo muitos antigos alunos meus a brilhar em televisões, jornais e revistas, rádios e sites deste país, também não escondo o orgulho de, uma vez mais, ajudar gente mais nova a lançar-se num caminho profissional cada vez mais difícil, mas que continua a ser a mais bela profissão do mundo.

Foi assim com a Diana (obrigado! E que orgulho pelo que já conquistaste!), com a Carolina e com a Izabelli, minhas alunas do ano passado que continuam comigo (obrigado a ambas e nunca desistam!). E é assim agora, com uma nova fornada de gente com sonhos por concretizar. A Sofia, a Mariana e a Hélia, minhas alunas neste ano letivo na ETIC, juntam-se hoje ao Escolher Viver. Vêm com borboletas na barriga mas cheias de vontade. Vão errar e acertar. Vão levar na cabeça e fazer de novo. Vão crescer e ter oportunidade de, enquanto ainda estudam, aprender na prática. Bem-vindas e voem, mostrem o que valem!

Sim, isto também é o Escolher Viver. Porque isto tudo sou eu nas minhas mais variadas facetas. Se isto fosse um órgão de comunicação social, não cabia um texto deste tipo. Sendo este um projeto pessoal, uma plataforma de autor, faz sentido que partilhe consigo, as nossas conquistas.

Dirijo-me, finalmente a si. Last but no the least. Porque em qualquer projeto editorial, os leitores, espectadores e ouvintes são a razão primeira da nossa existência. Obrigado pela força, pelas mensagens, pelos likes, pelos comentários, pelas partilhas. As 50 mil pessoas que nos têm acompanhado ao longo deste processo sabem por que razão somos importantes para elas. E isso para nós já é tanto…

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