Será que posso beber mais um copo ou… está na altura de parar?

Carolina Jesus

Produtora de conteúdos

Agora que as discotecas estão de novo abertas, cuidado com os excessos alcoólicos. Não é que as discotecas sejam as más da fita, mas bem sabemos como a música puxa pelo álcool. Saiba os efeitos, a curto e a longo prazo, que o álcool tem no seu organismo.

Já nem sabe em quantos vai. Quando entrou na discoteca, já tinha bebido três cervejas e já não está completamente em si. Ouve a música e a pista de dança começa a atraí-lo. Está a faltar algo… Dirige-se ao bar para ir buscar uma bebida, forte o suficiente que acompanhe as próximas canções. Sabe que, aí, já está a colocar a saúde em risco?

Quantos copos devo beber por dia?

Um estudo realizado pela National Health and Medical Research Council, pertencente ao Governo Australiano, estabeleceu que o consumo de álcool aconselhado é de 4 bebidas padrão por dia, mas apenas 10 bebidas por semana. Tal não se aplica a crianças, menores de 18 anos e a mulheres que estejam grávidas ou a amamentar.

Mas o que são as bebidas padrão? Este é um método usado pelos países anglo-saxónicos, para ajudar a limitar as quantidades que um indivíduo deve consumir. Cada “bebida padrão” contém 12 gramas de álcool puro, de acordo com a Organização Mundial de Saúde. Por exemplo, no caso de uma cerveja que tenha, em média, 5% de alc/vol, uma bebida padrão equivale a pouco mais de 300 ml. Já no vinho, se este tiver 13% alc/vol, irá significar apenas 100 ml.

Riscos para a Saúde

Em 2018, a Organização Mundial de Saúde afirmou que cerca de 3 milhões de mortes estão associadas a problemas de alcoolismo, Isto representa 5,3%, em todo o mundo. O consumo de álcool representa diversos riscos para a nossa saúde. Tanto a curto, como a longo prazo.

Riscos a Curto-Prazo

As bebidas alcoólicas têm efeitos repentinos no nosso corpo, deixando-nos com uma sensação de perda e sem capacidade de tomar decisões completamente racionais. Tal pode provocar muitos outros riscos para a nossa saúde e a dos outros.

  • Tonturas;
  • Vómitos;
  • Enxaquecas;
  • Perda de memória;
  • Acidentes – rodoviários (não conduza, quando está com efeitos de alcoolismo), motivamos por quedas, queimaduras, entre outros;
  • Violência – para com outros ou para consigo;
  • Coma alcoólico;
  • Comportamentos sexuais de risco – como ter relações sem proteção e/ou com múltiplos parceiros, que pode originar a gravidez e na transmissão de Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST);
  • Aborto espontâneo, morte do feto ou desordens do espectro alcoólico fetal, no caso da mulher estar grávida.

Riscos a Longo-Prazo

Ao longo dos anos, o consumo excessivo de álcool tem graves efeitos na sua saúde, podendo desenvolver doenças crónicas, entre outros problemas nos diversos órgãos do seu corpo.

  • Cérebro – Pode afetar a sua concentração, originar mudanças de humor e pode levar à perda de memória. Aumenta, também, os riscos de AVC (Acidente Vascular Cerebral) e de demência.
  • Fígado – Aumenta as probabilidades de contrair cancro do fígado e de desenvolver cirrose, que pode levar à falência do órgão.
  • Coração – O alcoolismo excessivo faz aumentar os níveis de pressão sanguínea, que pode originar enfartes e doenças cardíacas.
  • Estômago e Intestino – Maior probabilidade de desenvolver tumores nos dois órgãos e de úlceras gástricas.
  • Fertilidade – No caso do homem, poderá reduzir os níveis de testosterona, alterar a qualidade do sémen e levar à infertilidade. Na mulher, poderá desregularizar os seus ciclos menstruais.

Agora que já conhece os principais riscos do consumo de álcool, tenha em atenção ao número de copos que bebe: quer seja numa discoteca a dançar ou em casa a ver um filme. Mas, se for o primeiro caso e visto que estamos a falar da sua saúde e da dos outros, não se esqueça, também, de cumprir todas as regras da Direção Geral de Saúde (DGS).

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