Teve Covid-19 e quer voltar à prática de exercício? Tenha calma consigo

Carolina Jesus

Produtora de conteúdos

Ao fim de um ano e meio, os portugueses estão cansados da pandemia. Dos números diários, agora felizmente, mais controlados, das medidas restritivas, agora bem mais aliviadas, e do impacto que o coronavírus teve nas nossas vidas. Mas ao pouco, é bom que tudo volte ao normal. Até a prática de exercício físico. Se já recuperou da infeção, pense em voltar à vida ativa. Mas tenha calma: às vezes, há efeitos que se prolongam mais do que o desejável.

Se já fazia exercício antes de ter apanhado a doença mais comentada no mundo, então veja as melhores dicas que temos para si, para poder recomeçar a sua rotina. Contudo, é preciso salientar que cada pessoa tem diferentes sintomas associados à doença. E que, independentemente de já ter tido alta clínica, isso não significa que tudo tenha voltado ao normal. Fale com o seu médico de família: ele vai explicar-lhe que há sintomas que demoram a desaparecer, mesmo que o vírus já tenha ido à sua vida.

Quanto tempo devo esperar até voltar ao exercício físico?

Como referido anteriormente, cada caso é um caso, sendo que o tempo de espera varia de acordo com os sintomas de cada indivíduo. No entanto, como enuncia a Cleveland Clinic, o tempo estimado é de um mínimo de 10 dias. Caso desenvolva sintomas, esse período começa a partir do primeiro dia em que os mesmo surjam. Caso contrário, começa logo no primeiro dia em que o atleta testar positivo.

Mas este regresso ao exercício físico deve ser algo gradual e com um certo acompanhamento, nos casos mais graves.

Quais os passos para regressar à rotina?

Os dias que se seguem à recuperação da infeção por Covid-19 devem continuar calmos, assim como os dez dias referidos acima.

Dito isto, os dois primeiros dias devem ser associados a exercícios mais leves e mais fáceis para o nosso corpo, tais como: caminhadas, passeios de bicicleta, entre outros. O importante é não exigir uma grande resistência do nosso corpo e serem de pouca duração (menos de 15 minutos).

Nos dias seguintes, pode-se começar a exigir um pouco mais, como aumentar o tempo de exercício até 30 minutos. Regresse às corridas e ao seu plano de treinos, embora com pouca resistência.

A seguir, pode já avançar para treinos mais exaustivos, como o regresso aos desportos, com algumas restrições, e ao levantamento de pesos. Pode ainda aumentar a duração para até 45 minutos.

Os próximos dois dias assemelham-se aos anteriores na subida de dificuldade do treino, mantendo-se a prática dos desportos, com especial recomendação naqueles que não exigem contacto físico, como o voleibol, o ténis e outros. Este treino poderá ir até 1 hora.

Finalmente, poderá realizar um dia de exercício normal, sem qualquer restrição e, caso se sinta bem, então poderá começar a aplicá-lo à sua rotina.

Quais os sintomas de alerta?

Se tiver algum destes sintomas, durante a concretização destes passos, então deve, imediatamente, parar o exercício físico e repousar, até estar totalmente recuperado.

  • Náuseas;
  • Enxaquecas;
  • Dores no peito;
  • Excesso da aceleração do ritmo cardíaco, não correspondendo ao exercício a ser feito;
  • Tonturas;
  • Dificuldade em respirar;
  • Fadiga;
  • Perdas de visão;
  • Inchaço das extremidades.

O período de recuperação tem uma média estimada, como sabemos, mas há casos em que um certo cansaço continua presente ao longo de mais tempo. É por isso que reforçamos: partilhe com o seu médico de família o seu estado, os seus sintomas e a sua vontade de voltar ao exercício físico. Ele saberá aconselhá-lo da melhor forma.

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