The Vegetarian Butcher chegou a Portugal e já se vende no Continente

Carolina Jesus

Produtora de conteúdos

O talho vegetariano, como o próprio nome indica, já marca presença nos supermercados portugueses. A nova alternativa à carne traz a mesma textura, sabor e experiência, podendo ser incorporada em diversas receitas.

A ideia de misturar as palavras “talho” e “vegetariano” no mesmo conceito parecia impossível, até surgir um agricultor holandês com uma invenção que trouxe essa definição à superfície.

Em 1998, a peste suína e a doença das vacas loucas transformaram a maneira como Jaap Korteweg olhava para a carne. Apesar de se ter tornado vegetariano, não conseguia esquecer o seu sabor, a sua textura e, até, o seu sumo, mas não queria, em simultâneo, ter que sacrificar os animais para o fazer.

Para isso, juntou-se a um grupo de cientistas e investigadores, de forma a conseguir chegar a uma receita vegetariana, que tivesse todas as características pertencentes à carne e que o fizesse reviver os cinco sentidos que a mesma lhe trazia.

Foi, então, que, em 2010, abriu o seu primeiro talho, com o nome de: “De Vegetarische Slager”. Não foram precisos muitos anos até que os seus produtos começassem a ser vendidos em todo o mundo, desta vez, com a denominação de “The Vegetarian Butcher”. Atualmente, estão disponíveis nas prateleiras de 30 mil lojas, em mais de 45 países.

O Continente é o primeiro supermercado português a trazer essa gama de produtos, dos quais podemos comprar hambúrgueres, nuggets e pedaços de frango, estando disponíveis na zona dos congelados.

De que é feita esta “carne” vegetariana?

Talvez já tenha provado os hambúrgueres da “The Vegetarian Butcher” num dos menus vegetarianos do Burger King. Apesar de não ser o ambiente mais saudável para esta “carne” conviver, não deixa de trazer grandes benefícios ao nosso corpo, através da sua complexidade de nutrientes.

Feitos, essencialmente, dos grãos de soja, têm muitos dos nutrientes presentes na carne, como a vitamina B12, ferro, fibra e, claro, a proteína, cujos valores se aproximam muito dos de um hambúrguer de vaca.

Não é apenas na alimentação que a marca beneficia o nosso planeta. Na produção da sua “carne” vegetariana, consegue reduzir, em 96%, os impactos das alterações climáticas e o uso do solo, e, em 70%, o consumo de água.

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