Treinar pouco é sempre melhor do que não treinar

Luís Gonçalo Martins

Personal Trainer. Portador do Título Profissional n.º 27886, emitido pelo IPDJ

Todos os dias em todo o mundo, há milhões de pessoas a “baldarem-se” ao ginásio. Apresentam muitas desculpas para faltar ao compromisso com o Personal Trainer e, pior, ao compromisso consigo próprias. Mas sempre que está a faltar está a dar um passo atrás…

SABIA QUE?…

… a interrupção na regularidade do treino provoca uma maior sabotagem nos objetivos que traçou do que a diminuição da sua intensidade? Pois, é verdade. Vamos lá olhar a questão de uma outra forma, recorrendo a um exemplo que todos perceberão. Imagine-se a dar toques com uma bola de pingue-pongue na raqueta. Sempre que falhar um toque, a bola cai ao chão, não é? E o que acontece à sua contagem, que já ia em 32… 33… 34? Pois, acaba por aí. E tem de começar tudo de novo… 1, 2, 3… e por aí adiante.

Com o treino é precisamente a mesma coisa. O planeamento de treino está feito ao longo da semana, de acordo com o que foi estipulado entre si e o personal trainer que lhe prescreveu um plano na sessão de avaliação, ou de acordo com o que combinou com o seu PT. Sempre que falha um treino, está a regredir nesse plano conjunto.

“Ah, hoje não consigo ir, estou cheio de trabalho”, ou “passei mal a noite”, ou ainda “marcaram-me uma reunião à mesma hora”. Todos nós, profissionais do exercício, conhecemos estas justificações. Não estou a dizer que são sempre falsas, mas, todos sabemos, de vez em quando são apenas uma desculpa.

É para isso que procuro sensibilizá-lo/a: interessa pouco perceber se vai ao ginásio e se naquele dia faz apenas um terço do que estava previsto. Pode ter feito menos, mas fez. Foi. Fazer é sempre melhor do que não fazer. Fazer alguma coisa é melhor do que zero. Por isso, a regularidade é fundamental para criar rotinas. Mantenha-a, fure-a o menos possível. E os resultados vão aparecer.

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