Vem aí o Dia Europeu da Alimentação e da Cozinha Saudáveis. O dia de todos os dias…

Diana Rosa

Jornalista

Este é o texto que toda a gente devia ler. Esta segunda-feira, dia 8 de novembro, assinala-se o dia que parece mesmo que foi feito para o Escolher Viver. Trata-se do Dia Europeu da Alimentação e Cozinha Saudáveis. E neste velho continente, quem melhor do que nós, portugueses, para falar de cozinha saudável?

Este marco no calendário que foi criado pela Comissão Europeia com o objetivo de sensibilizar para o assunto da Obesidade Infantil, estende-se agora a todas as idades e tem um papel fundamental para que nos lembremos da importância de comer bem e ter outros hábitos de vida que se aprendam logo desde cedo, como a atividade física regular.

Cada gesto é fundamental para que tenhamos uma vida com mais qualidade, tanto a nível físico como mental, e é na infância que se moldam comportamentos mais facilmente. As crianças são como pequenas esponjas que absorvem ensinamentos e exemplos (bons e maus), por isso vamos relembrar princípios muito simples para que o testemunho seja passado aos mais novos, e assim conseguirmos reeducar a sociedade para que os hábitos de vida sejam mais saudáveis.

Segundo dados da Comissão Europeia, por causa do sedentarismo e dos hábitos alimentares atuais, a obesidade infantil está a crescer a olhos vistos, e com ela vêm os problemas graves como diabetes, doenças cardíacas e doenças crónicas graves. E os números não enganam, em média 17% da população adulta sofre de obesidade, e cerca de 52% apresenta excesso de peso. Quanto às crianças, uma em cada três sofre com um destes problemas, o que torna tudo mais assustador.

Para que se tenha uma alimentação saudável é importante ter em conta a roda dos alimentos, para se ter uma noção das proporções que cada grupo alimentar deve representar à mesa. 

Preparámos um conjunto de princípios indispensáveis para uma alimentação e cozinha saudáveis. Veja as fotos, clique nas setas e vá tomando nota dos conselhos que temos para si.

E paralelamente ao capítulo da alimentação, faça exercício! Pelo menos uma caminhada de meia hora por dia. Ou então, treinos mais intensivos, ainda que não todos os dias. O importante é ter, pelo menos, duas horas e meia de exercício por semana. Distribua como quiser, mas faça.

E no caso das crianças, agora dizem: “Mas o meu filho não gosta de legumes, não come fruta, não toca no peixe”. Sem ofensas nossos queridos leitores, mas as crianças (tal como os adultos) são animais de hábitos. Uma coisa é não gostarem de um alimento em específico, outra é só comerem hambúrgueres com batatas fritas. Ok?

O paladar das crianças tem de ser educado logo desde o início. Para ajudar a criança a comer alimentos mais ricos a nível nutricional e mais saudáveis, é essencial adotar estratégias de educação do palato, que podem ser feitas através da oferta de frutos e legumes, mas também da redução de doces. É importante que o açúcar não faça parte da rotina alimentar da criança, e que quando ela sentir fome, sejam disponibilizados alimentos de elevado valor nutricional. Além disso, permita que ela coma num ambiente tranquilo e agradável, sem barulho ou confusão.

Damos-lhe dicas para o ajudar:

 

  1. Reduza a quantidade de doces – Para além de prejudicar os dentes, os doces criam dependência. E por isso convém que estejam longe a maior parte do tempo. Rebuçados e pastilhas elásticas com açúcar também estão aqui incluídos. Tente que a ingestão de doces seja feita apenas uma vez por semana, e lembre-se que as crianças copiam os exemplos que os rodeiam. Não adianta tentar educá-las e depois ter um comportamento diferente. Aproveite e aplique esta regra também a si.

  2. Dê o alimento mais do que uma vez – Não desista à primeira vez que a criança se nega a comer ou diz que não gosta. Estudos indicam que até se ter prazer a comer um determinado alimento, devemos prová-lo cerca de 15 vezes.

  3. Apresente os mesmos alimentos de maneira diferente – por exemplo, não corte a fruta sempre da mesma maneira nem cozinhe os legumes de forma igual. Varie na apresentação da comida, até porque a cor e a textura dos alimentos influenciam muito o paladar, para além do sabor. Fazer pratos coloridos ou desenhos com a comida é uma tática muito boa para atrair o entusiasmo das crianças e levá-los a comer.

  4. Deixe-os comer sozinhos – Mesmo que nos primeiros tempos as crianças sujem tudo à volta delas, a partir de um ano de idade convém deixá-las ser autónomas à hora da refeição. Desta forma elas vão ganhar mais gosto pela comida, e caso demorem até terminar a refeição, não ralhe com elas. Elogie a comida e mostre o prazer que tem a comer.
  1. Proporcione um ambiente calmo – Se a criança estiver no meio de uma confusão, com barulho ou conflito, vai ficar irritada, stressada e provavelmente irá rejeitar a comida. Tenha uma conversa agradável à hora da refeição.

 

Está na hora de agir, e mudar comportamentos para sermos mais saudáveis, felizes, e viver mais anos com qualidade. Só depende de nós!

Outras histórias que vai querer ler

Leave a Reply

O seu endereço de email não será publicado.